Divulgação
Divulgação

Nando Reis, Paula Toller e Os Paralamas do Sucesso celebram a história do rock em show em SP

Com repertório abrangente, dream team do gênero faz apresentação derradeira na capital paulista

João Paulo Carvalho, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2016 | 03h00

Alguns dos principais nomes da história do rock nacional estarão juntos neste domingo, 26, no palco da Praça Heróis da FEB, na zona norte de São Paulo. Nando Reis, Paula Toller e Os Paralamas do Sucesso se unem a uma banda que tem na formação o guitarrista Dado Villa-Lobos, da Legião Urbana, e o ex-mutante Liminha no baixo. Maurício Barros (tecladista do Barão Vermelho); Rodrigo (voz, guitarra e violão do Suricato) e Milton Guedes (gaitista e saxofonista que integrou a banda de Lulu Santos) completam o grupo. A apresentação com entrada gratuita começa às 16h30. Serão ao todo 35 músicas em quase 3 horas de show. O repertório vai de Roberto Carlos a Celly Campello, passando por Titãs, Raul Seixas, Pitty e Raimundos.

A performance tem ainda a participação especial da cantora Marjorie Estiano, que substituiu Pitty, grávida do primeiro filho. A direção musical é de Liminha, nomão da música e que produziu Titãs, Paralamas, Kid Abelha, Lulu Santos, Ira!, Ultraje a Rigor, Marina Lima, O Rappa, Jota Quest e Gilberto Gil. “O objetivo do projeto é contar a história dos 60 anos do rock nacional. Ele simboliza a importância do gênero com todos os ingredientes. O show tem uma ordem cronológica e alguns arranjos surpreendentes. O mais bacana disso tudo foi perceber que a linguagem e o legado do rock ainda movem as massas”, diz Dado Villa-Lobos em entrevista ao Estado, por telefone.

O show na capital paulista será o de despedida. A caravana oitentista já passou por Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Salvador e Brasília. Segundo informações da organização do evento, mais de 900 mil pessoas já assistiram às apresentações em seis capitais brasileiras. “Ter uma banda na década de 1980 era algo desafiador. No meu caso, como mulher à frente de um grupo, a coisa triplicava de dificuldade. Estar aqui hoje com essa galera é gratificante. Tínhamos ali uma geração poderosa. Tocamos 60 anos de rock dos quais 30 nós somos protagonistas”, lembra Paula Toller.

Show e política. A música que abre a apresentação é Banho de Lua, sucesso de Celly Campello em 1960. A canção, entretanto, traz um arranjo psicodélico da gravação do disco Mutantes e Seus Cometas no País do Bauretz, da ex-banda de Liminha. Nando e Paula assumem os vocais.

Há ainda uma viagem pela Tropicália, quando os riffs entram definitivamente na música brasileira. Panis Et Circenses, de Caetano Veloso e Gilberto Gil, e Ando Meio Desligado, dos Mutantes, celebram o movimento na voz de Marjorie Estiano.

Paula canta Ovelha Negra e Agora Só Falta Você, de Rita Lee, e Nando empresta a voz para Gita, de Raul Seixas. Nando Reis ainda divide os vocais com Herbert Vianna em Marvin. Óculos e Meu Erro, dos Paralamas, também integram o repertório. Para representar os anos 1990, Paula interpreta Vou Deixar, do Skank, enquanto Dado solta a voz em Anna Julia, do Los Hermanos. Marjorie Estiano canta A Praieira, de Chico Science.

Questionada sobre o momento político atual do País e as diferenças entre o rock feito na atualidade e o da considerada geração de ouro dos anos 1980, Paula é enfática: “O ao vivo é sempre o lugar onde uma banda de rock se dá melhor. Caso contrário, fica tudo muito igual. É um ótimo momento para o rock ressurgir. Estamos despertando de um período nebuloso. O rock’ n’ roll precisa ter mensagem e conteúdo. Alguém precisa dizer o que está preso na garganta das pessoas e o momento político, certamente, influencia isso. Precisamos pensar no Brasil e não nos partidos. É hora de saber o que queremos desse País. Do jeito que está, cara, não funciona. O rock pode mostrar isso da melhor forma possível”, conclui Paula.

 

SETLIST

Banho de Lua

Agora Só Falta Você

Óculos

Tempo Perdido

Olhar 43

Gita

Até Quando Esperar? 

Marvin

O Segundo Sol 

Sonífera Ilha

Será

Ovelha Negra

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.