Na ONU, Ricky Martin pede fim da exploração infantil

Ricky Martin convidou os governos do mundo a combater o tráfico de crianças com fins sexuais durante um fórum organizado pelo Departamento de Estado norte-americano na sede das Nações Unidas. "Visitei a ONU em nome de muitos ativista porque preciso da lideranças dos governos de cada país para consolidar minha mensagem", disse Martin ontem, em entrevista concedida à agência de notícias AP. Martin criou em seu país natal, Porto Rico, uma fundação destinada a combater o tráfico e a exploração de crianças e assumiu um papel de ativista no assunto. "A prostituição e a pornografia infantis são um crime organizado que move US$ 7 milhões por ano. É a terceira indústria ilegal que mais move dinheiro no mundo. E as vítimas são as crianças. Conheci vítimas que foram obrigadas a prostituírem-se 25 vezes no mesmo dia", disse o artista.Martin anunciou que viajará aos países latino-americanos para propagar sua mensagem contra a exploração infantil, e, sem especificar datas, disse que primeiro iria ao México, à República Dominicana e ao Equador, pois havia conversado com os embaixadores desses países no congresso. "Quero começar meu trabalho na América Latina, porque estamos muito atrasados em relação a outras regiões. É preciso começa a educar", disse Martin.O artista admitiu que começou a trabalhar aos nove anos de idade com a música, "mas foi minha decisão", ressaltou Martin, que fazia parte do extinto grupo Menudo, que fez sucesso nos anos 1980. "Essas crianças exploradas não têm opção. Supostos agentes oferecem-lhes fama e dinheiro, e logo acabam na pornografia". Premiado com o Grammy por seu álbum Rick Martin, lançado em 1999, cujo hit Living La Vida Loca consagrou o cantor internacionalmente após o sucesso de sua canção La Copa de La Vida, música oficial da Copa da França, de 1998, Rick Martin destacou que seu novo álbum será lançado no ano que vem, com músicas com "mensagens sobre temas globais em geral".

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