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Músico sírio residente nos EUA diz que decreto de imigração de Trump insulta humanidade

Kinan Azmeh, que foi aplaudido de pé em Beirute no último concerto de sua turnê mais recente, é portador de um green card

Ellen Francis, Reuters

02 de fevereiro de 2017 | 15h50

O músico sírio Kinan Azmeh passou anos excursionando pelo mundo e foi aclamado mundialmente, mas sua volta para os Estados Unidos, onde mora, se tornou uma incerteza.

O clarinetista e compositor, que foi aplaudido de pé em Beirute no último concerto de sua turnê mais recente, na noite de quarta-feira, 1, é portador de um green card, documento de estrangeiros que vivem legalmente nos EUA, e mora em Nova York.

Mas o decreto do presidente norte-americano, Donald Trump, detendo a entrada de refugiados e imigrantes de sete países de maioria muçulmana no país criou dúvidas a respeito de seu planos – e de milhares de outros.

"Seja como for que você o encare, é um insulto à humanidade, a todos nós", disse o artista de 40 anos à Reuters.

Nascido e criado em Damasco, Azmeh reside há 16 anos nos EUA, onde recebeu seu doutorado em música.

No mês passado ele se apresentou na China com o violoncelista Yo-Yo Ma, e seu giro recente o levou à Europa e depois a Beirute na sexta-feira, quando o decreto entrou em vigor, causando problemas para muitos aspirantes a viajantes e mergulhando o sistema imigratório dos EUA no caos.

O decreto presidencial de Trump deteve por 120 dias o programa de refugiados, impediu a entrada de refugiados sírios indefinidamente e impôs uma suspensão de 90 dias ao ingresso de pessoas oriundas de sete países majoritariamente muçulmanos – Síria, Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.

 

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