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Músico Redson é enterrado em São Paulo

Vocalista da banda punk Cólera foi vítima de uma parada cardiorrespiratória

Ivan Marsiglia - O Estado de S.Paulo,

29 de setembro de 2011 | 22h41

Em clima de emoção, cerca de duzentos fãs, amigos e parentes acompanharam o enterro do músico Redson Pozzi no cemitério da Vila Alpina, em São Paulo, esta quinta-feira, as 11 da manhã. Guitarrista e vocalista da banda punk Cólera, Redson morreu na madrugada de quarta, aos 49 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória ocasionada por uma hemorragia estomacal.

Colegas de diferentes vertentes da cena underground paulistana dos anos 80, como o vocalista Clemente (Inocentes), o guitarrista Edgard Scandurra (ex-Ira!), a baixista Sandra Coutinho (Mercenárias) e o vocalista Marcello Pompeu (Korzus) foram prestar a última homenagem ao músico. Na véspera, pelo twitter, o vocalista João Gordo, da banda Ratos de Porão, lamentou a morte do ex-desafeto com quem havia se reconciliado há alguns anos:  "É com lágrimas nos olhos que recebo a notícia da morte prematura do maior ícone do punk brasileiro. Descanse em paz, Redson".

Uma coroa de flores do movimento Horda Punk chegou de Santa Catarina para homenagear o ídolo. No final do velório, após as orações, a mãe de Redson falou aos presentes e disse que, para o filho, ser punk "não era brigar na rua, mas protestar contra aquilo que está errado". Em seguida, o pai do músico pediu que fosse cantado o hino da banda, a canção "Pela Paz em Todo Mundo", do disco homônimo de 1986. Redson foi enterrado com a camiseta da banda e uma palheta de guitarra na mão.

Formada em 1979 pelos irmãos Edson (Redson) Lopes Pozzi e Carlos (Pierre) Lopes Pozzi, a banda Cólera era uma das mais antigas em atividade no Brasil. Em 1982, participou, ao lado de Inocentes e Olho Seco, da antológica coletânea Grito Suburbano - lançada, no mesmo ano, no festival "O Começo do Fim do Mundo", no Sesc Pompéia, em São Paulo, que pôs em evidência a cena punk no País. Em 1984, o Cólera lançou Tente Mudar o Amanhã, considerado por muitos seu melhor disco. A banda participou de coletâneas estrangeiras e fez diversas turnês pela Europa.

Redson, que morava sozinho e sofria de gastrite, começou a passar mal à noite. Com fortes dores, foi socorrido por um vizinho que chamou o Samu. Sofreu a parada cardíaca cerca de dez horas depois de dar entrada no hospital municipal João XXIII, no bairro da Mooca. O guitar hero do punk paulistano morreu como o brasileiro comum a quem dedicava suas músicas.

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