EFE/Paco Torrente
EFE/Paco Torrente

Músico Patxi Andión morre aos 72 anos em acidente de carro na Espanha

Também conhecido como ator, ele se dedicou a canções de protesto

Redação, O Estado de S. Paulo

18 de dezembro de 2019 | 21h23

O cantor e ator Patxi Joseba Andión González, conhecido como Patxi Andión, faleceu nesta quarta-feira, 18, num acidente de carro em Soria, na Espanha, segundo informaram fontes próximas da investigação à Efe.

As mesmas fontes indicaram que o acidente ocorreu às 8h55, hora local, no quilómetro 59 da estrada A-15, em Cubo de la Solana, na província de Soria, quando o Land Rover que Patxi conduzia saiu da estrada.

Patxi Andión tinha 72 anos e no ano passado comemorou meio século de carreira musical. Nascido em Madrid em 1947, ele sempre se sentiu basco, já que a sua família, republicana, se mudou para Azpeitia (Gipuzkoa), onde passou a sua infância.

Começou a faculdade de Obras Públicas, mas abandonou-a e estudou Jornalismo; mais tarde doutorou-se em Sociologia com a tese A mudança social em Espanha e a imprensa do coração entre 1975 e 1985.

Na sua juventude fez parte dos grupos musicais Los Dingos e Los Botos. Depois do seu regresso à Espanha, colaborou com Luis Eduardo Aute e compôs canções para Mari Trini. Pouco depois, gravou o seu primeiro trabalho, e duas das suas canções, Canto e La Jacinta, foram proibidas pela censura.

Patxi Andión dedicou-se à canção de protesto, e um dos seus trabalhos, Cancionero Prohibido, foi vetado pela maioria das emissoras de rádio, o que o obrigou a deixar o mundo musical durante um tempo.

Compatibilizou a sua faceta de músico e compositor com o cinema e na gravação do filme La Otra Alcoba, de Eloy de la Iglesia,  conheceu uma futura Miss Universo, a atriz Amparo Muñoz (morta em 2011), com quem se casou em 1976. Divorciou-se dela em 1983 e um ano mais tarde começou a namorar com Glória Monis.

Atuou em diversos filmes, voltou à carreira musical e no final de 1980 estreou em Madrid, com Paloma Pomba San Basilio, a ópera-rock Evita, onde interpretou o papel de Che.

Andión compôs mais de 500 músicas, publicou livros de poemas e o romance La Virtud del Asesino (1998) e sempre se definiu como um homem de esquerda.

Pai de três filhos, dividiu a sua vida musical com a docência, e no ano passado, para comemorar os seus cinquenta anos de carreira, lançou o disco La Hora Lobicán./EFE

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