Músico de jazz mais antigo de Nova Orleans morre aos 103 anos

Lionel Ferbos tocou com bandas de jazz na região de Nova Orleans e fez oito turnês pela Europa com a New Orleans Ragtime Orchestra

Reuters

19 de julho de 2014 | 17h44

 O trompetista Lionel Ferbos, conhecido como o mais antigo músico de jazz de Nova Orleans, morreu neste sábado, 19, aos 103 anos. Ferbos permaneceu ativo após atingir um século de vida e se apresentou pela última em março, no  canal CBS.

Em uma de suas últimas entrevistas, ao ser perguntado se tinha algum conselho para jovens músicos, disse: “prática, prática e prática, e você vai fazer amigos em todo o mundo". 

Ele contava que seus pais  inicialmente se recusaram a deixá-lo praticar com o instrumento, pois ele sofria de asma. Mas, aos 15 anos, Ferbos começou a carreira quando viu uma orquestra formada por garotas no Teatro Orpheum.

O jovem, então, argumentou que ele deveria ser capaz de fazer qualquer coisa que uma garota podia fazer. Para isso, comprou uma corneta e começou a ter aulas.

Músico consagrado,  Lionel tocou com bandas de jazz na região de Nova Orleans e com o apoio da cantora de blues Mamie Smith, tocava na Fats Pichon Band. O músico também trabalhou como operário para o governo em 1930, enquanto tocava na banda de jazz WPA, da qual era último membro vivo.

Durante a carreira ele fez oito turnês pela Europa, com a New Orleans Ragtime Orchestra, que ele ajudou a fundar. Também liderou a Palm Court Jazz Band por mais de duas décadas. Ferbos, que trabalhou por muitos anos como metalúrgico, também foi membro da banda de palco do musical "One Time Mo” de Vernel Bagneris, em 1979. 

O músico comemorou seu aniversário na quinta-feira, 17. Ele morreu em sua casa, em Nova Orleans. A esposa de Ferbos morreu em 2009, após 75 anos de casamento. O casal teve uma filha, três netos e dois bisnetos.

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