Musical MPB pode deixar a internet

A falta de patrocínio ameaça tirar do ar, a partir desábado, uma das líderes em audiência entre as rádios online, a Musical MPB (www.musicalmpb.com.br). Extensão virtual da FM Musical de São Paulo, que encerrou as operações em 1999, a rádio especializada em música brasileira está em busca de patrocinadores.De acordo com o diretor de conteúdo da Musical MPB, Ronald Gimenez, a situação da rádio virtual se complicou com o anúncioda suspensão de patrocínio do Bradesco, principal investidor desde o início da operação. "Temos outras fontes de receita, mas opatrocínio do Bradesco segurava os custos da rádio", explica Gimenez. Desde 2000, o banco patrocinava os cerca de R$ 15 mil mensais necessários para manutenção da rádio no ar. No projeto, foram investidos cerca de R$ 5 milhões.O valor do patrocínio, explica o diretor, corresponde aos gastos com estrutura tecnológica, hospedagem de site e pessoal, tudo,entretanto, "muito enxuto". "Não se trata de um investimento muito alto quando em contrapartida o patrocinador pode negociar inserção publicitária em um portal que registra 5 milhões de acessos por mês e conta com 250 mil usuários cadastrados", justifica Gimenez.A proposta da Musical para eventuais patrocinadores é de assinatura de contratos de seis meses, com possibilidade deutilização de banners no portal, pop-ups e hot sites. "Falamos em seis meses porque esse é o prazo necessário paramostrarmos retorno do investimento", diz o diretor. "Quanto à contrapartida, estamos abertos a negociações", adianta.Caso a rádio online não consiga comercializar as cotas, a intenção é manter o site no ar, com o arquivo de mais de 7 mil músicas digitais e batalhar para que outras fontes de receita viabilizem a operação. Porém, os serviços de transmissão se encerrariam amanhã. "A rádio é a principal fonte de receita, mas vamos manter pelo menos o site no ar enquanto houver recursospróprios", enfatiza.A outra possibilidade da Musical MPB a que Gimenez se refere é a comercialização do BN Xstream Rádio Indoor, software quepermite a programação de rádios indoor. "O problema é que o serviço, apesar de muito promissor, é novo", pondera.Lançado no final do ano passado, o programa foi implementado na rede Lojas Marisa e permite a "criação" de emissoras derádio com a "cara" do cliente. Para redes com até 15 pontos, calcula Gimenez, o usuário desembolsa cerca de R$ 7 mil, entrealuguel do software, instalação e equipamentos, e outros R$ 2 mil mensais para manutenção da rádio.

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