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Música brasileira vai ganhar duas novas casas

Empresa de cosméticos investe em espaços em São Paulo e no Rio e que terão a MPB no foco

Julio Maria, O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2016 | 17h59

A empresa de cosméticos Natura vai patrocinar duas novas casas de shows, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. A de São Paulo, prevista para ser inaugurada no segundo semestre deste ano, terá mil lugares e será voltada para a música brasileira, o mesmo alvo do espaço no Rio. A sala carioca para 300 lugares será dentro do novo MIS (Museu da Imagem e do Som). Ela tem previsão de abertura para o começo de 2017 e seu nome será Auditório Natura Musical.

Com os novos espaços, a empresa pode fechar o ciclo de manutenção das carreiras artísticas, iniciado com a localização dos músicos, continuado com a produção de seus projetos e terminado no palco, com a divulgação das obras em shows. “Percebemos que (com o festival anual) apenas um dia no calendário do ano era pouco. Havia uma conexão emocional incrível, mas era algo efêmero, que não dava vazão à produção que havíamos lançado. Resolvemos criar uma experiência ao longo do ano inteiro”, diz Fernanda Paiva, gerente de marketing institucional da empresa, referindo-se ao encontro promovido uma vez ao ano.

A companhia não informa ainda mais detalhes sobre a casa em São Paulo, além do fato de que ela será “em um bairro de fácil acesso por transporte público”. Negociações com empresários do ramo estão em curso, o que impede que todas as informações sejam divulgadas. A curadoria da casa não vai incluir em sua programação apenas nomes que tenham sido patrocinados pela empresa. “Não vamos restringir apenas aos contemplados”, diz Fernanda. “Vamos ter shows de nomes novos e veteranos.”

Para este ano, a empresa anuncia o lançamento de 52 projetos, entre CDs, DVDs e livros. Os artistas que ganham patrocínio na criação de álbuns são Luis Melodia (com um disco sobre a Jovem Guarda), Cátia de França, Dona Onete, Pinduca, Almério, Rael da Rima, O Terno, Curumim e uma homenagem ao compositor Fernando Brant (morto em 2015).

Os valores totais de investimento para a próxima fornada caiu de R$ 6,4 milhões para R$ 4,6 milhões. Segundo a empresa, a diminuição não está relacionada com a crise, mas com restrições legais. Não haverá editais para São Paulo (por impedimentos ligados à dedução de ICMS) nem para Minas Gerais (a empresa resolveu aguardar as mudanças regionais com relação às leis de incentivo). Além do edital nacional, haverá apenas inscrições regionais para Bahia, Pará e Rio Grande do Sul, que serão abertas no final do mês.

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