Museu Ray Charles abre para alunos de escolas de Los Angeles

Foi aberto para crianças de Los Angeles o museu Ray Charles, no prédio de escritórios que foi do músico legendário, no centro da cidade.

DEAN GOODMAN, REUTERS

01 de outubro de 2010 | 19h15

Inaugurada oficialmente no 80o aniversário do nascimento do músico, em 23 de setembro, a Biblioteca Memorial Ray Charles inicialmente será aberta a grupos de alunos de escolas, apenas com hora marcada. A previsão é que ela seja aberta ao público em geral a partir de 2011.

O museu é administrado pela fundação sem fins lucrativos criada por Ray Charles em 1986 para ajudar crianças carentes, especialmente deficientes auditivas. Charles, que era cego, considerava a surdez uma deficiência mais grave que a cegueira.

Buscando preencher o vazio deixado pelo declínio dos programas de arte e música nas escolas públicas, os curadores do museu esperam que ele abra um mundo de possibilidades às crianças, que poderão ver como o ícone do soul transcendeu barreiras raciais, socioeconômicas e musicais ao longo de uma carreira que abrangeu mais de 50 anos.

O museu contém sete galerias no térreo de um prédio de dois andares que Ray Charles mandou construir em 1964 e que abriga não apenas seu escritório e arquivo de fitas mestres e memorabília, mas também um estúdio de gravação. O primeiro disco que ele gravou ali foi "Country & Western Meets Rhythm and Blues", de 1965.

Ao lado de exposições educativas interativas e muitas gravações de áudio e vídeo, o museu contém figurinos, discos de ouro, uma seleção dos óculos de sol de Charles e um dos tabuleiros de xadrez customizados nos quais ele costumava derrotar seus adversários dotados de visão perfeita.

Ray Charles criou a Fundação Ray Charles com uma doação de 50 milhões de dólares, e hoje seus ativos são avaliados em perto de 100 milhões de dólares, segundo a presidente da entidade, Valerie Ervin. O patrimônio inteiro do músico foi doado à fundação após a morte dele por câncer, em 2004, aos 73 anos.

A fundação abrange uma divisão de licenciamento, o Grupo de Marketing Ray Charles, responsável pelas gravações feitas pelo músico após 1960.

Através de sua joint venture com a Concord Records, ela vai lançar um álbum de raridades, "Rare Genius: The Undiscovered Masters", em 26 de outubro. Uma das faixas é um dueto de Charles com Johnny Cash na canção "Why Me, Lord?", de Kris Kristofferson.

Nenhum dos 12 filhos adultos de Ray Charles tem envolvimento com a fundação.

Alguns anos antes de morrer, Charles avisou que deixaria 500 mil dólares a cada um deles e os avisou que não deveriam contestar sua decisão. Um dos filhos processou a fundação em 2008, tentando conseguir controle dos direitos de propriedade intelectual das obras de Charles, mas ele perdeu a ação.

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