Muse faz show digno de estádio em São Paulo

Trio inglês se apresentou para público empolgado; músicas ganharam mais peso ao vivo

Ana Freitas, do estadao.com.br

01 de agosto de 2008 | 19h19

Nem a equivocada escolha da banda de abertura - o músico Jay Vaquer - foi capaz de esfriar a reação do público de 4 mil pessoas que lotou o HSBC Brasil, na zona sul da capital, para assistir ao show da banda inglesa Muse na quinta-feira, 31. Esse foi o segundo show do grupo no País, que se apresentou na quarta, no Rio, e fecha a 'leg' brasileira da turnê H.A.A.R.P em Brasília no domingo, 3.     Sob gritos de 'Olê, olê, Musê, Musê', a banda entrou no palco com meia hora de atraso (o show estava marcado para as 22h) e abriu com a apoteótica Knights of Cydonia, do último disco de estúdio, Black Holes and Revelations.   O Muse faz um som com pitadas de progressivo, mas que tem inúmeras influências - desde eletrônica até hardcore pesado, como fica bem claro quando a banda se apresenta ao vivo. No palco, os riffs e teclados 'espaciais' combinados ao peso da bateria de Dominic Howard lembram (surpreendentemente) um show de heavy metal em muitos momentos, mesmo com a suavidade do piano que Matthew Bellamy, o vocalista, toca em algumas canções.   A voz do público pôde ser ouvida em boa parte das músicas, com direito a imitação coletiva dos falsetes de Matthew Bellamy em Supermassive Black Hole. O trio tocou 12 canções antes do bis, que veio com Stockholme Syndrome e Take a Bow, duas canções que são favorecidas pelo peso que ganham ao vivo.   O rock brasileiro estava representado na platéia: a cantora Pitty, acompanhada do namorado Daniel Weksler, baterista do NX Zero, além do ex-VJ da MTV Rafael Losso e de Bianca Jordhão, vocalista da banda Leela, assistiram a apresentação da pista.   Fotos: Tiago Queiroz/AE   O Muse é uma grande banda com um grande show - e talvez essas características fossem melhor aproveitadas num estádio, como a maioria dos shows do trio na Inglaterra. Mas como aqui ele provavelmente não lotaria um Pacaembu, a iluminação e todos os efeitos especiais somados a uma grande banda e a um público passional fizeram um belo trabalho em uma casa de shows fechada.     Confira o setlist completo do show: Knights of cydoniaHysteriaBliss Map of ProblematiqueSupermassive Black HoleButterflies and HurricanesCitizen ErasedFeeling Good (Nina Simone)InvincibleNew BornStarlightTime is Running Out Plug in Baby   Bis:Stockholm SyndromeTake a Bow

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