Municipal retoma programação adiada por reformas

Com o adiamento da reforma do Teatro Municipal, a programação de óperas, a princípio prevista apenas para o segundo semestre, vai começar já em abril no palco do teatro - que volta a receber também todas as séries de concertos que, anteriormente, por conta das obras, haviam sido deslocadas para o Auditório Ibirapuera, o Teatro Cultura Artística e o Auditório do Masp. Foram anunciados nesta quarta-feira, 28, três títulos, duas novas produções (A Filha do Regimento, de Donizetti, e A Italiana em Argel, de Rossini) e uma remontagem (O Chapéu de Palha de Florença, de Nino Rota). A Filha do Regimento terá cinco récitas a partir do dia 21 de abril. O maestro José Maria Florêncio rege a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Lírico e a direção cênica fica com André Heller-Lopes, responsável pelo Andrea Chenier, de Giordano, encenado no ano passado também no Municipal. O elenco já tem alguns nomes definidos: a soprano Rosana Lamosa, o barítono Manuel Álvarez e o tenor Flávio Leite. A ópera seguinte será O Chapéu de Palha de Florença, deliciosa comédia do compositor Nino Rota, autor das principais trilhas de Fellini. A produção é a mesma criada nos anos 90 para o teatro e reencenada em 2003, quando foi um dos principais sucessos da temporada. A regência será de Henrique Morelenbaum e João Malatian é o responsável pela remontagem. No elenco, três nomes já estão confirmados - a soprano Edna D?Oliveira, o tenor Luciano Botelho e a meio-soprano Regina Elena Mesquita. As récitas ocorrem a partir de 19 de maio. A terceira ópera do primeiro semestre será A Italiana em Argel, que o maestro Jamil Maluf rege à frente da Orquestra Experimental de Repertório. A comédia de Rossini será dirigida por alguém que entende do assunto: Hugo Possolo, do grupo Parlapatões. E a prévia do elenco promete: a meio-soprano Luisa Francesconi, o baixo Pepes do Valle e o tenor Andre Vidal já estão confirmados. As récitas estão marcadas para junho, a partir do dia 23. Os concertos sinfônicos voltam para o Municipal nas mesmas datas e horários previstos originalmente para outros palcos. A programação do segundo semestre depende ainda da definição de nova data para a reforma do palco e da fachada do teatro.

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