Sylvia Masini/Divulgação
Sylvia Masini/Divulgação

Municipal pode usar Teatro Paulo Eiró

Debate sobre futuro de orquestra levou ao adiamento de reunião de conselho

João Luiz Sampaio, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2013 | 02h20

Prevista para a manhã de ontem, a reunião do Conselho Deliberativo da Fundação Teatro Municipal que decidiria o futuro do Coral Paulistano foi remarcada para o dia 14. Segundo a entidade, a reunião "precisou ser adiada por uma incompatibilidade de agendas dos secretários que fazem parte do conselho"; mas o Estado apurou que o adiamento teria sido provocado para que houvesse tempo de se discutir outro tema que faria parte da reunião de ontem: novos planos para a Orquestra Experimental de Repertório e a descentralização das atividades dos corpos estáveis do Teatro Municipal.

Nas últimas semanas, uma das possibilidades discutidas dentro da Secretaria Municipal de Cultura seria levar a orquestra, formada por jovens músicos, para o Teatro Paulo Eiró, localizado em Santo Amaro - o espaço passou recentemente por uma reforma e é um dos poucos na cidade que tem fosso de orquestra, o que possibilita a realização de óperas. Uma vez lá, a orquestra - que teve sua participação na temporada de óperas de 2014 reduzida, estando prevista apenas a participação na remontagem de La Bohème - também encabeçaria um projeto educacional a ser criado pela prefeitura a partir do ano que vem. A ideia seria envolver também as escolas de música e bailado da prefeitura, ligadas formalmente à Fundação Teatro Municipal.

Nos últimos dias, no entanto, ganhou força dentro da prefeitura a ideia de que, por conta das proporções do Paulo Eiró, a orquestra não poderia se mudar para lá definitivamente. Uma opção, a partir disso, seria criar no teatro de bairro uma programação de concertos e óperas de câmara.

Diretor da Experimental de Repertório desde sua fundação, o maestro Jamil Maluf não quis se pronunciar sobre a questão, que, segundo ele, ainda está sendo debatida internamente na fundação e na secretaria. Procurada pelo Estado, a Fundação Teatro Municipal negou a intenção de fazer do Paulo Eiró a casa definitiva da orquestra, dizendo que "a Experimental de Repertório, que continuará a se apresentar regularmente no Municipal, poderá, assim como os demais grupos artísticos da Fundação, se apresentar em equipamentos como o Teatro Paulo Eiró, Teatro Artur Azevedo, Auditório Ibirapuera, entre outros".

A fundação reconhece, no entanto, que segue a "diretriz da política cultural do município, de ampliar e descentralizar as atividades dos grupos artísticos mantidos pela prefeitura, de forma a elevar o acesso da população à arte e à cultura". "A cidade de São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo, deve oferecer para a população - em todas as regiões - teatros bem equipados e com programação artística de excelência. O recém reformado Teatro Paulo Eiró, situado no centro de uma região com 4 milhões de habitantes, assim como outros equipamentos igualmente renovados, estão integrados nesta política."

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