Municipal apresentará seis óperas Destaques

Foi anunciada ontem a tão aguardada - após um ano de transição - nova temporada do Teatro Municipal de São Paulo. A programação começa mais cedo, já no dia 11 de fevereiro, com As Bodas de Fígaro, de Mozart. E termina mais cedo também, no fim de outubro, quando começam as obras de restauração e renovação do palco do teatro. Os dois primeiros meses da programação serão dedicados ao festival Mozarteando, em homenagem aos 250 anos de Mozart. Na ópera, As Bodas de Fígaro (José Possi Neto, direção, José Maria Florêncio, regência), A Flauta Mágica (Cléber Papa, Jamil Maluf, produção do Festival do Teatro da Paz, em Belém) e Bastião e Bastiana (Regina Elena Mesquita, Daniel Misiuk, série de câmara). Os concertos incluem peças para piano com Karin Lechner e Sergio Tiempo, a Sinfonia Concertante para Violino e Viola (Pablo de Leon, Alexandre de Leon, regência de Anex Klein)e a Missa em Dó Menor, ao lado de peças de autores como Tchaikovsky e Reger escritas em homenagem ao compositor austríaco. A partir de abril, a temporada se diversifica, com repertório interessante. Nas óperas, Orfeu, de Monteverdi (João Malatian, direção, Mara Campos, regência), Andrea Chenier, de Giordano (André Heller, direção, Jamil Maluf, regência), La Gioconda, de Ponchielli (produção do Festival Amazonas, Alejandro Chacón, direção, José Maria Florêncio, regência), e a estréia de Olga, de Jorge Antunes. Nos concertos sinfônicos, Shostakovich (Sinfonia de Câmara, regência de Juliano Suzuki, e a trilha de Encouraçado Potemkin, com exibição simultânea do filme de Eisenstein e regência de Jamil Maluf); um programa dedicado a Smetana, com a integral do ciclo Minha Pátria (regência de Jiri Malat); um concerto de música eletroacústica, com Pan, de Flo Menezes, e Hymnen, de Stockhausen (regência de Pedro Amaral); A Floresta do Amazonas, de Villa-Lobos, com regência de Luiz Fernando Malheiro e solos da soprano Edna D´Oliveira; a Sinfonia Popular, de Radamés Gnatalli, em programa que tem ainda peças de Joaquin Rodrigo e a participação do Duo Assad (Jamil Maluf, regência); as Quatro Cantigas del Rey Don Diniz, de Rodolfo Coelho de Souza; e o Messias de Haendel, na versão de Mozart, sob regência de Roberto Minczuk. O Coral Paulistano terá, além de uma série de apresentações, um concerto especial, O Coro dos Contrários, sobre a Semana de Arte Moderna, evento que esteve ligado à sua criação, mais tarde, por Mário de Andrade, nos anos 30. A série de câmara e a programação da Matinê no Municipal giram em torno do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Os músicos vão receber convidados como Shen Ribeiro (flauta), Ricardo Castro (piano) e Fábio Zanon (violão) e interpretar peças de Mozart, Webern, Villa-Lobos e Gnatalli, além de estréias mundiais do Réquiem de Almeida Prado e do Quarteto de Ronaldo Miranda. Para este ano, o teatro criou um novo sistema de vendas de ingressos. Em vez de assinaturas, venda antecipada. Desde ontem, estão disponíveis ingressos para todos os espetáculos até 11 de junho; a partir de 30 de maio, o mesmo vale para as demais apresentações do ano. Informações na bilheteria do teatro (0-- 11 3223-3022) ou pela Ticketmaster (0--11 6846-6000 ). Theatro Municipal Av. São João, 473 - 9º ao 15º-3334-0001

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2006 | 14h55

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