Mundo pop inunda mercado em novembro

Novembro é o mês em que o mundo pop internacional faz seus grandes lançamentos, na esperança de aproveitar o aquecimento das vendas de fim de ano. Este ano as opções são variadas: crianças e adolescentes vão poder comprar os novos discos de Backstreet Boys e Spice Girls, enquanto os fãs de hip hop ficam com Wu-Tan Clan e os de soul com Erykah Badu. O mês tem ainda a volta de Fatboy Slim, o "funk soul brother".Depois da chegada de All That You Can´t Leave Behind, do U2, ontem, às lojas de todo o mundo, a próxima grande invasão deve ser no dia 7. No mesmo dia, nos Estados Unidos e na Europa, devem voar das prateleiras os álbuns Forever, das Spice Girls, e Halfway Between the Gutter and the Stars, de Fatboy Slim.Quem duvidava que o quarteto inglês conseguiria resgatar seu lugar no topo do pop se enganou: o single das Spice Girls, Holler/Let Love Lead the Way, estreou direto no primeiro lugar da parada da Inglaterra. Se nos últimos tempos elas não conseguiram fazer o mesmo sucesso em carreiras-solo, elas pelo menos mantiveram seus nomes em evidência.A nova roupagem fashion (as "fantasias" temáticas parecem ter ficado para trás e todas elas agora são "Posh Spices", bem apropriado para a atual época de histeria com a moda) e uma sonoridade mais ligada ao rhythm & blues e ao hip hop (a produção é assinada por Rodney Jenkins, que já emplacou hits de Janet Jackson) devem garantir bons milhões de álbuns vendidos para as meninas. Depois de virar o DJ mais famoso do mundo em 1998 com o disco You´ve Come a Long Way, Baby, Slim, também conhecido como Norman Cook, retorna com um novo trabalho que tem tudo para ser adotado pelo mainstream. Embora o underground esteja torcendo o nariz para o produtor, ele não deve ter problemas para emplacar seus novos hits, que incluem samples de Jim Morrison e duas faixas com a participação de Macy Gray (Demons e Love Life).Uma semana depois é vez da volta de Wu-Tang Clan, a "posse" formada por (pelo menos) oito rappers, incluindo Method Man, Ol´ Dirty Bastard, Ghostface Killah e RZA. O grupo dominou as paradas americanas em 1997 com o disco Forever e virou até marca de roupa. De lá para cá, seus integrantes lançaram discos-solo e colaboraram com nomes tão diversos quanto Björk e Missy Elliott. The W é a "grande reunião" do grupo, um dos poucos que tem tanta credibilidade nas ruas atualmente. É primeiro lugar na parada com certeza.Na falta de Lauryn Hill, deve caber a Erykah Badu emplacar baladas recheadas de soul neste fim de ano. A cantora que mora no Texas lança o aguardado Mama´s Gun, que promete ser uma evolução da sonoridade cool do disco Baduizm, de 1997, que consagrou a cantora em todo o mundo e foi seguido com um ótimo álbum ao vivo. O trabalho inclui faixas com nomes como Bag Lady e Kiss Me on My Neck.Os últimos a aproveitar o embalo do fim do ano são os Backstreet Boys, que em quase um ano de ausência entregaram o cetro do pop adolescente aos concorrentes/clones do ´N Sync. Desta vez a briga é pessoal: os "meninos" precisam mostrar que podem bater o recorde de 2,4 milhões de discos vendidos pelo ´N Sync em uma semana nos Estados Unidos. É bem possível que eles consigam: Black & Blue chega às lojas no dia 28 com nada menos que 5 milhões de cópias encomendadas. Apesar de dizer que estão procurando uma nova sonoridade, o grupo volta a apostar no fabricante de hits Max Martin (a "máquina" de onde saem também os produtos de Britney Spears e ´N Sync) no novo trabalho. É claro que as fãs não estão nem um pouco preocupadas com a repetição.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.