Multinacionais abrem as portas ao rap do Brasil

O rap brasileiro começa uma nova etapa com o lançamento de três CDs por multinacionais. Fenômeno de venda e mídia, o gênero estabeleceu-se por meio de estrutura independente. "A única coisa que as grandes gravadoras não têm é o rap", dizia o pioneiro Thaide no início do ano passado. Mas a contratação de Doctor MC´s, Pavilhão 9 e DJ Jamaika mudou o cenário.O CD Mallokeragem Zona Leste, do Doctor MC´s, saiu em novembro pela BMG. Pá Doido Pirá, do DJ Jamaika, e Reação, do Pavilhão 9, no fim de dezembro pela WEA. A diferença em relação a tentativas anteriores, como a parceria entre Sony e o selo Black Groove, do promoter Primo Preto, é que agora os lançamentos são de artistas experientes e não promessas do rap. Doctor MC´s pertence à geração original de rappers que fazia ponto na estação São Bento do metrô, Pavilhão 9 já foi considerado pai do gangsta brasileiro e DJ Jamaika integrou o conceituado Câmbio Negro, de Brasília.Não se trata de traição à periferia, mas evolução. "Faz parte da reação", diz Rhossi, do Pavilhão 9, fazendo referência ao título de seu novo CD. "A gente precisa reagir e lutar pela igualdade de condições também na indústria musical", ele declara. O novo momento do rap nacional reflete uma inversão de mercado. Sai o mundinho dos bairros afastados, entra o restante do País de roldão.Leia mais

Agencia Estado,

22 de fevereiro de 2001 | 10h46

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