MP3.com acerta acordo com gravadoras

Depois de muitos meses de batalhas judiciais, o provedor de música pela Internet MP3.com assinou um processo de infração de copyright com duas das cinco grandes gravadoras nessa sexta-feira, a Warner Music Group e a BMG Entertainment. A empresa concordou em pagar por danos subsequentes, além de assinar um documento concordando que não disponibilizará as músicas dos repectivos selos nos arquivos de músicas do site. O acordo é o primeiro passo de volta da companhia, que agora está sendo pressionada a relançar seu controvertido serviço My.MP3.com, que permite que internautas usem um arquivo virtual para gravar sua coleção de músicas.O acordo faz parte do próximo capítulo sobre o drama de como a música - e eventualmente filmes e outros tipos de diversão - serão distribuídos na Internet. O ponto de discussão do momento é como os US$ 15 bilhões gastos por ano pela indústria musical irá lidar com a pirataria, e permitir edições de seus produtos que, legalmente, estejam conectados com uma tecnologia em constante avanço que permite aos consumidores copiar canções da Internet. A estimativa atual é de que 13 milhões de pessoas fizeram download de músicas de maneira ilegal.O presidente da MP3.com, Robin Richards, saudou o acordo como "um gigantesco passo adiante", e as ações da empresa subiram US$1,90 (11%) nessa sexta, fechando em US$19,18 na Nasdaq, a maior bolsa de valores eletrônica.Porém, apesar do acordo com a Warner e com a BMG, as batalhas da MP3.com ainda estão longe de um fim. A firma ainda não acertou nada com a Sony MusicEntertainment, Universal Music, e a EMI. E ainda encara um processo de Paul McCartney e duas grandes Editoras de material musical, que também a acusam de infringir leis de copyright.E enquanto acontece a batalha judicial, empresas, como a BMG, tentam não atrasar sua infiltração na rede. A gravadora, por exemplo, assinou um acordo com a MusicBank, uma novata companhia de São Francisco, para oferecer um serviço extremamente semelhante ao do My.MP3.com, também gratuito, que será lançado em setembro. Uma pesquisa divulgada nesta semana nos Estados Unidos revelou que 14% de todos os usuários de Internet usam os sistemas de gravar músicas da rede. O estudo também revela que somente 2% dos usuários pagam pelos downloads. A maioria daqueles que gravam arquivos de som gratuitamente na Internet usam o Napster, outro serviço bastante discutido, que também está sendo processado por grande gravadoras, bem como por artistas como Metallica e Dr. Dre. Essas atitudes podem não ter maior influência, a curto prazo, àqueles que continuam fissurados nesse tipo de hobby. Mas anda assustando os donos das grandes gravadoras, que ainda não haviam, na sua grande maioria, investido em sistemas de divulgação ou de entretenimento na rede. A BMG deve, por isso, ser somente a primeira a correr atrás do prejuízo.

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