MP do Rio quer Belo de volta ao regime fechado

Para o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MPE-RJ), a decisão judicial que concedeu ao cantor Marcelo Pires Vieira, o Belo, o benefício do regime semi-aberto e trabalhar fora da prisão é "contrário à lei". Por esse motivo, o MPE-RJ recorreu da decisão, na quinta-feira. Belo, que trabalha na produtora Rio Vídeo, no bairro da Urca, zona sul carioca, cumpre pena por crime associação ao tráfico de drogas. No dia 8 de maio, o cantor saiu para trabalhar na Amar/Sombras Associação de Músicos Arranjadores e Regentes, mas o próprio vice-presidente da entidade, o compositor Paulo César Pinheiro, declarou que ali não havia funcionários. Todos eram sócios prestando serviço, o que levou à suspensão da ordem. Já no dia seguinte Belo apresentou uma nova proposta de trabalho e novamente foi concedido o mesmo benefício, agora para trabalhar ganhando R$ 3,5 mil, como produtor musical do estúdio, das 9 às 19 horas. Para tanto, deixa a unidade de regime semi-aberto às 6 horas e deve voltar ao Instituto Cândido Mendes, às 20 horas. Nem tudo é vantagem no regime semi-aberto. Belo não tem, por exemplo, direito à visita íntima. Só pode sair para trabalhar. No horário de almoço pode se encontrar com parentes e com a mulher, a modelo Viviane Araújo. Para o Ministério Público, a decisão judicial não levou em consideração o que ocorreu na primeira concessão do primeiro benefício, o que, segundo o MP, "põe em dúvida a disciplina e a responsabilidade" do réu. A Autorização, para a Promotoria, impossibilita fiscalizar o cantor, pois permite que ele trabalhe em "atividades externas".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.