Motomix: jornada agora sonha com Radiohead

Apesar dos contratempos, o Motomix Art Music festival não vai encolher. Ao contrário: tende a se espalhar pelo mundo, segundo os produtores. Sonha em trazer o grupo britânico Radiohead, intensificar a exibição de arte com as novidades tecnológicas.´É um festival vitorioso, com conceito único, criado inteiramente no Brasil´, disse ontem ao Estado Sérgio Ajzemberg, da Divina Comédia, produtora da mostra. Das 7,7 mil pessoas que foram ao Motomix, mil vinham de fora de São Paulo. O festival ainda ajuda a arrecadar cerca de R$ 250 mil em ISS para os cofres municipais.Ele não se queixa do rigor da Prefeitura no caso, mas pede que haja maior clareza nas regras, para não prejudicar a agenda cultural da cidade. ´A oferta cultural é o grande bem de São Paulo, é por isso que a maior parte das pessoas mora aqui.´Na noite de encerramento, domingo, era possível identificar sobreviventes da maratona do dia anterior, que gostam de rock, mas também não perdem uma festa de eletrônica. Luciano Sato, de 24 anos, estava no gargarejo, extasiado com Peter Hook. Cada vez que Hook ensaiava se aproximar, Luciano erguia um dos cartazes que fez para a ocasião. Em um deles, se desculpava pela confusão com a prefeitura. Em outro, o provocava ao afirmar que São Paulo precisa de Tony Wilson, ex-patrão do New Order, com quem a banda não anda às boas há anos. ´O Hook tem fama de turrão e o New Order já cancelou tantos shows no Brasil, que, após esta confusão, achei que desistiriam de novo.´

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