Renato Parada/Divulgação
Renato Parada/Divulgação

Mostra no Sesc Pompeia reúne destaques do Prata da Casa

Nesta quinta-feira, atração é Thiago Pethit e Letuce; programação vai até 12 de fevereiro

Adriana del Ré, Jornal da Tarde

03 de fevereiro de 2011 | 11h20

Uma das atrações do projeto Prata da Casa, no Sesc Pompeia, em fevereiro do ano passado, a cantora e compositora Lulina, 32 anos, pernambucana radicada há 8 anos em São Paulo, viu-se em meio a um daqueles momentos marcantes da carreira. Ela estava diante de um palco lotado por 800 pessoas, animadíssimas, dentro de um projeto musical prestigiado e que, em linhas gerais, reverencia novos artistas e dá a eles uma infra estrutura de show profissional. E, além de tudo, no palco da Choperia do Sesc Pompeia, onde ela queria cantar havia muito tempo. "Eu já estava familiarizada com o ambiente de plateia. Mas foi meu primeiro show lá. Adorei aquele palco", diz Lulina.

Naquele momento, a química entre a cantora e o público deu tão certo que Lulina vai fazer repeteco do show na 16ª Mostra Prata da Casa, que reúne, de hoje até o dia 12, os destaques do projeto ao longo de 2010. "Como no ano passado, vou trazer o repertório do meu disco Cristalina, mas cantarei também músicas novas, do álbum que devo lançar ainda este ano", antecipou a cantora, que se apresenta na quinta-feira (10).

Desde o início do Prata da Casa, há 12 anos, os artistas interessados em participar dessa programação só podem ter lançado, no máximo, um disco - além, é claro, de apresentar um bom trabalho. Isso faz com que o projeto tenha esse cunho de revelar novos talentos. Mas nem sempre os selecionados são, de fato, neófitos: podem estar na estrada há muito tempo, mas nunca terem gravado um álbum próprio. É o caso do multi-instrumentista Duani, 32 anos, que apresentou seu show, com repertório solo, pela primeira vez no Prata da Casa, em setembro.

Produtor dos dois discos da namorada, a cantora Mariana Aydar, Kavita 1 (2006) e Peixes, Pássaros e Pessoas (2009), Duani já tocou com grandes nomes da nossa música, como Alcione, Jorge Ben Jor, Seu Jorge, Dominguinhos, Fagner, Zeca Baleiro, Elba Ramalho e Moraes Moreira. O cavaquinho, primeiro instrumento que tocou na vida, o músico carioca - também radicado em São Paulo - ganhou aos 4 anos. O avô lhe havia prometido o próprio cavaquinho como presente. Quando ele morreu, no entanto, o instrumento sumiu. Duani lembra que, por um bom tempo, ficou com aquela promessa martelando sua cabeça.

Começar de novo

Quando seu padrinho o levou para comprar um Autorama, o menino aproveitou que estavam passando em frente a uma loja de instrumentos musicais e pediu um cavaquinho. Seu padrinho fez mais: no pacote, incluiu, ainda, tantã e pandeiro. Das rodas de chorinho e de samba com as quais conviveu no subúrbio do Rio de Janeiro, Duani partiu para construir a própria história. E foi viver de música, ganhando destaque como integrante da banda Forróçacana. "Meu trabalho solo nunca tinha acontecido. Apesar de todo o tempo que tenho de estrada, me vejo agora como num reinício", declara Duani, que está às voltas com seu primeiro disco solo e retorna ao Prata da Casa na sexta-feira da próxima semana.

A primeira passagem do músico pelo projeto causou alvoroço na plateia, assim como aconteceu com Lulina. "Ele me surpreendeu no palco. As pessoas estavam acompanhando as músicas enquanto ele cantava. Sabe um cara que está pronto para o consumo? Duani é esse cara", elogia o crítico de música Marcus Preto, um dos curadores desta 16ª Mostra, ao lado do também crítico José Flávio Júnior. "Na época da seleção para o Prata, eu recebia mais de 100 CDs por semana. Se o disco não me ganhasse até a terceira faixa, eu partia para a próxima. Mas tinham coisas tão boas que eu colocava até no meu iPod", conta Marcus. "Esta é uma fase muito rica da música brasileira".

Mostra Prata da Casa -  Choperia do Sesc Pompeia - Rua Clélia, 93. 3871-7700. De R$ 3 a R$ 12. Programação:

Thiago Pethit e Letuce

Hoje,(3), às 22 horas

Lurdez da Luz e Baiana System

Sexta-feira (4), às 22 horas

Juliana Kehl e Filipe Catto

Sábado (5), às 22 horas

Lulina e Dudu Tsuda

Dia 10, às 22 horas

Caldo de Piaba e Duani

Dia 11, às 22 horas

Dhi Ribeiro e qinhO

Dia 12, às 22 horas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.