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Mostra David Bowie revela o universo do astro inglês ao Brasil

Inauguração reuniu personalidades como o embaixador do Reino Unido no Brasil

Flavia Guerra, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2014 | 20h37

"Descobri Bowie aos 13 anos, quando vi na TV o clipe de Ashes to Ashes", contou Alex Ellis, o Embaixador do Reino Unido no Brasil, no encontro com a imprensa há pouco, no Museu da Imagem e do Som, em ocasião da abertura da exposição David Bowie, que traz ao Brasil uma retrospectiva da carreira do músico e artista inglês. O encontro com jornalistas, pouco antes da abertura para convidados, reuniu o embaixador, o secretário de Estado da Cultura, Marcelo Araújo, entre outros. 

Originalmente organizada pelo Victoria & Albert Museum de Londres, a mostra chega a São Paulo depois de ter passado pelo Canadá. Segundo os curadores ingleses da exposição, Victoria Broackes e Geoffrey Marsh (do museu Victoria & Albert Museum de Londres), que não vieram ao Brasil, o País foi um dos primeiros países a  contatar o museu. "Fechamos a exposição aqui no MIS em 2011, antes mesmo dela abrir em Londres. Particularmente sou grande fã de Bowie e é com muita satisfação que trazemos mais uma grande mostra para o nosso museu", declarou André Sturm, diretor executivo do MIS.

Para o embaixador, cuja família, no passado, investiu na produção de carvão no Brasil, além de ser motivo de alegria, o fato de o País receber a exposição, a primeira do V&A organizada na América Latina, é sinal de que os tempos são de trocas criativas e artísticas entre Brasil e Inglaterra. E não somente industriais ou comerciais e econômicas. "O Reino Unido é famoso por sua cultura, sua arte, sua música. Há inúmeras possibilidades e oportunidades de troca cultural com o Brasil. E o British Council tem apostado nesse intercâmbio, promovendo parcerias como esta, que trazem benefícios para todos", declarou Ellis.

Redescobrindo Bowie. Os tempos  são também de descobrir porque Bowie revolucionou o pop e a vida de jovens como o embaixador, que em plenos anos 60 e 70 tinham acesso à geleia geral que o músico, nascido e criado no subúrbio sul de Londres, e passavam a ter contato com um mundo de referências das artes plásticas, literatura, música, revolução comportamental e sexual e, claro, a moda. 

Ao visitar a exposição e poder ver ao vivo figurinos que o cantor usou em sua carreira e que marcaram época, o público vai entender porque foi exatamente o V&A, museu que tem como uma de suas missões organizar mostras que ajudem a contar a história da moda e do vestuário no mundo (em 2012, o V&A dedicou uma exposição inédita à indumentária criada por Bispo do Rosário, por exemplo). A moda, o estilo e a mensagem que o ator de se vestir sempre tiveram para Bowie se traduzem nas linhas e cores de peças como o terno vermelho usado na turnê de Glass Spider, criado por Diana Moseley em 1987. As linhas psicodélicas do macacão bordado da turnê de Alladin Sane, de Kansai Yamamoto, que rodou o mundo em 1983, revelam porque o figurino entrou para a história da música e da moda. Bowie revolucionada a música e os costumes com o simples ato de se vestir. 

São preciosidades como estas que o público encontra ao acompanhar as linhas azul-neon que se espalham pelo chão preto da mostra que abre amanhã para o público e fica em cartaz até 20 de abril. 

Entre fotos, roupas, pôsteres, letras de música, set lists, vídeos, video-clipes, desenhos, manuscritos e instrumentos, a exposição reúne mais de 300 objetos garimpados pelos curadores no acervo do artista, é possível percorrer também a história recente do século. 

Atrações especiais. Para completar a programação, o MIS irá organizar diversos eventos paralelos, como uma mostra de todos os filmes dos quais Bowie participou, o lançamento do livro David Bowie, em parceria com a Cosac Naify, além de uma atração especial: o Studio David Bowie, um karaokê para que o público possa cantar sucessos do músico inglês e, em seguida, poder assisti-los online no site www.estudiomis.org.br

DAVID BOWIE

MIS. Avenida Europa, 158, Jd. Europa, 2117-4777.

3ª a 6ª, das 12h às 20h; sáb., das 11h às 21h;

dom. e feriados: das 11h às 20h

Ingressos: R$ 10 (terça-feira é grátis)

Ingressos Online: R$ 25, clique aqui

Até 20/4. 

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