Morte por overdose não era coberta pelo seguro de Michael

AEG Live, produtora dos shows do rei do pop, só receberia os US$ 17,5 milhões em caso de morte acidental

07 de agosto de 2009 | 14h54

A apólice de seguros que pagaria US$ 17,5 milhões (quase R$ 32 milhões) à produtora AEG Live no caso o cantor Michael Jackson morresse não cobre morte por overdose, informou nesta sexta-feira, 7, o site americano especializado em celebridades TMZ.

 

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O documento, obtido pelo jornal The Los Angeles Times, deixa claro que a quantia não seria pagará à produtora, que pagou pelo seguro no caso de o rei do pop não poder realizar os shows previstos, se for constatada morte por uso ilegal de drogas. "Esse seguro não cobre qualquer perda direta ou indiretamente relacionada á posse ilegal ou uso ilícito de drogas e seus efeitos".

 

Conforme foi informado antes, as autoridades de Los Angeles acreditam que o anestésico Propofol usado por Michael Jackson causou sua morte. Embora o medicamento não seja proibido, ele não deve ser usado domesticamente. Esse fato pode constituir o caráter de "uso ilícito" e, dependendo de como foi receitado, também pode ser considerado de uso ilegal.

 

Segundo o jornal americano, a apólice cobre apenas mortes resultantes de um acidente. A única maneira de a AEG receber o dinheiro é se for constatado que Michael morreu acidentalmente, o que não é o caso, conforme as investigações da polícia.

 

Polêmica com o médico

 

Horas antes da morte de Michael Jackson, seu médico, Conrad Murray, lhe deu vários sedativos juntamente com o Propofol, que o cantor usava para dormir, disse um funcionário da Polícia de Los Angeles.

 

A fonte disse que o tipo de calmantes que o médico deu a Jackson eram benzodiazepinas, usados para relaxar pacientes antes de uma cirurgia. Murray disse aos investigadores que as doses estavam dentro dos limites normais, informou o funcionário, que falou em condição de anonimato, porque a investigação ainda está em curso, de acordo com a Associated Press.

 

Ainda dentro de níveis aceitáveis, as benzodizepínas podem intensificar a redução do ritmo respiratório que ocasiona o anestésico Propofol, por isso é exigido um cuidado extremo com a dosagem.

 

Murray é a figura central na investigação, ainda que as autoridades não o considerem suspeito. Em uma declaração apresentada na quinta-feira, o advogado do médico, Ed Chernoff, disse que a acusação de que Murray teria dado vários medicamentos a Michael é ridícula. "Não responderemos a nenhuma acusação feita por uma fonte anônima", disse o advogado.

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