REUTERS/Ethan Miller/Files
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Morte de tenor italiano Luciano Pavarotti completa 10 anos

Cantor entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes, duas vezes

ANSA

05 de setembro de 2017 | 10h38

ROMA- A Itália relembra os 10 anos da morte do tenor Luciano Pavarotti, em 6 de setembro de 2007. O astro, vítima de um câncer pancreático, ainda continua sendo uma lenda da música.

Pavarotti nasceu em 1935, em Modena, e sua carreira como tenor começou em 1961, na Itália. Seus primeiros passos na música foram aos 9 anos de idade, quando começou a cantar com o pai em um pequeno coral local, mas seu verdadeiro sonho era ser goleiro profissional de futebol.

Em 1954, abandonou a ideia de virar atleta e seguiu a carreira de professor para se dedicar à música. No ano seguinte, em sua primeira apresentação com sucesso pelo Corale Rossini, despertou seu interesse pelo ramo, iniciando, daí, a trajetória de uma lenda.

O tenor começou a se apresentar em pequenas casas de óperas, mas suas primeiras apresentações não o levaram ao estrelato que alcançaria depois. Seu sucesso começou a partir de uma performance em Londres, no Royal Opera House, em 1966, onde passou a ser conhecido como o "Rei dos Dós".

Em Nova York, no dia 17 de fevereiro de 1972, ele levou o público ao delírio ao alcançar nove dós em Pour mon âme.

A fama mundial veio nos anos 90, quando Pavarotti cantou Nessun Doma, de Giacomo Puccini, sendo a música tema da Copa do Mundo de 1990, na Itália. No mesmo evento, o trio "Os Três Tenores", formado por Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras, apresentou-se no encerramento do Mundial, em Roma.

Ao longo da carreira, Pavarotti também produziu muitos concertos a céu aberto, alguns sendo inclusive televisionados. Em uma apresentação no ano de 1993, no Central Park, o italiano cantou para mais de 500 mil pessoas. No mesmo ano, na Torre Eiffel, mais de 300 mil pessoas assistiram a sua performance. Pavarotti entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes, duas vezes. Uma em 2004, por ter sido o cantor de ópera a ser chamado mais vezes ao palco (165 vezes). A outra por ter gravado o álbum de música erudita mais vendido na história.

Sua última apresentação pública foi em 2006, durante a abertura das Olimpíadas de Turim. No entanto, foi revelado em suas memórias, em 2008, que a performance fora gravada semanas antes, e tudo não passara de uma encenação, devido ao fraco estado de saúde do tenor.

Pavarotti foi diagnosticado com câncer no pâncreas e lutou contra a doença para retomar a sua turnê. Porém, o tenor não resistiu e morreu no dia 6 de setembro de 2007, aos 71 anos, em sua casa na cidade Modena.

Pavarotti se apresentou no Brasil sete vezes. A primeira foi em 1979, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A última foi em 2000, no estádio do Morumbi, em São Paulo.

 

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