Estevam Avellar/TV Globo
Estevam Avellar/TV Globo

Morte de Luiz Carlos Miele choca artistas

Amigos falam da despedida do 'homem-show' que revolucionou a música brasileira e inventou uma forma de espetáculo nos anos 60 

O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2015 | 17h40

A morte súbita de Miele, 77 anos, provocou um choque no meio cultural. Artistas comentaram sobre a perda do 'homem-show'  da música brasileira:

"Quando comecei a ouvir música, eu tinha um disco com Elis e Miele. Miele está sempre associado ao lado bom do Rio para mim, de música, dessa esperança de um Brasil que pode dar certo, de uma boemia boa, que sempre tem a ver com música. É muito triste pensar que não vou esbarrar com ele nos eventos de música, ele sempre tinha uma coisa bacana para dizer. Dirigiu shows bacanas. Ele era um cara que tinha esse talento para estar perto da música, com todo aquele bom humor, aquela rapidez. Miele era uma testemunha e também um cúmplice da época boa do Rio. Quando eu pensar no Miele, vou sempre dar um sorriso"  (Zélia Duncan)

"Tudo o que eu disser agora vai ser um clichê. É mais fácil alguém falar sobre a morte daquele de quem tem certa distância. Miele era meu amigo desde 1959. Era o meu grande amigo. E o meis curioso foi que o chamei para o Programa do Jô dias antes de sua morte. A entrevista com ele vai ao ar na próxima segunda. Serão dois blocos com ele. Miele nunca precisou de motivo ou gancho jornalístico para ir ao programa" (Jô Soares)

"Ele era redescoberto de tempos em tempos. Era o programa 'Cocktail', no SBT no começo dos anos 90, depois o 'Dança com os Famosos' nos 2000, seriados de TV, filmes, musicais. Miele era o homem com H, clássico, em seu jeito de vestir, de tratar as mulheres, de tratar os homens. Ele fez tudo antes de todos" (João Marcelo Bôscoli)

“Ele tinha o timing de como era uma apresentação. Era um homem de palco. Nos divertíamos muito com ele, de todas as maneiras. Sempre estava ao lado da gente, sempre muito amigo de todo mundo. Vai ser difícil encontrar alguém com tanta disposição para a vida” (Miúcha)

"Ele fazia tudo. Cantava, representava, escrevia, dirigia, dançava. E o mais impressionante foi que aprendeu tudo sozinho. Fazia com Ronaldo Boscoli uma grande dupla e revolucionou o show business no Brasil" (Nelson Motta)

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