Dong-A Ilbo / AFP
Homenagens à cantora de K-pop Goo Hara Dong-A Ilbo / AFP

Morte da cantora Goo Hara mostra o lado sombrio do K-pop

As mulheres, especialmente, sofrem com pressões neste gênero musical, principalmente numa sociedade extremamente conservadora como a sul-coreana

Juwon Park, AP

27 de novembro de 2019 | 11h48

SEUL (COREIA DO SUL) - A morte da cantora sul-coreana Goo Hara deixou claras as pressões que estrelas, especialmente mulheres, enfrentam no cruel setor do K-pop e numa sociedade sul-coreana extremamente conservadora.

Sua morte, aos 28 anos de idade, ocorreu menos de dois meses depois do desaparecimento de Choi Jin-ri, também conhecida como Sulli, outra estrela do K-pop e grande amiga de Goo. Especialistas afirmam que Sulli e Choi enfrentaram bullying e assédio sexual do público e da mídia em toda a carreira, o que teve um impacto negativo sobre sua saúde mental. A polícia ainda investiga a morte de Goo e encontrou um “bilhete pessimista” na casa dela.

Antes muito popular em grande parte da Ásia, o K-pop se propagou para além da Coreia do Sul graças a grupos bastante populares como BTS e Blackpink. Goo iniciou sua carreira em 2008, participando do grupo de cinco garotas chamado Kara, que ficou  famoso e contribuiu para deslanchar o fenômeno global do K-pop. 

Posteriormente ela começou uma carreira solo bem-sucedida na Coreia do Sul e no Japão.

Sulli iniciou sua carreia na mesma época que Goo, participando da banda f(x), em 2009. E se tornou uma estrela de cinema depois que deixou o grupo.

Goo ocupou as primeiras páginas dos jornais quando levou seu ex-namorado, Choi Jong-bum aos tribunais, no ano passado. Choi disse ter sido assediado por ela, ao passo que Goo o acusou de ter ameaçado divulgar um vídeo de sexo com ela.

Durante essa disputa, a agência coreana de Goo não renovou seu contrato. Choi foi condenado a um ano de prisão por coerção, assédio e chantagem. O mandado de prisão foi suspenso e ele ficou em liberdade. Choi recorreu da sentença e o julgamento ainda está em curso.

O K-pop é extremamente competitivo, com dezenas de grupos sendo lançados a cada ano.

Especialistas do setor há muito tempo vêm alertando para esse lado sombrio de uma indústria dominada por escândalos. Artistas aspirantes a uma carreira, também adolescentes, se aprimoram durante anos. Somente alguns se lançam e muito poucos alcançam o sucesso comercial. A probabilidade de serem bem-sucedidos aumenta se firmarem um contrato com agentes conhecidos do setor de entretenimento.

Trata-se ainda de um setor com rigorosas regras para suas estrelas - incluindo a proibição de namoro, um treinamento espartano e dietas, às vezes impondo contratos injustos e equivalentes a trabalho escravo. E estabelece requisitos adicionais no caso das mulheres, regras não escritas que refletem a sociedade patriarcal da Coreia do Sul.

Park Hee-A, uma jornalista que escreveu Interviews with K-pop Stars, disse que as cantoras de K-pop estão sujeitas às rígidas regras sociais impostas pela sociedade. “Algumas cantoras de K-pop foram relegadas ao ostracismo por não sorrirem num programa de TV ou lerem um livro sobre feminismo que vai contra uma sociedade patriarcal dominada pelos homens” disse Park à Associated Press.

Expectativas de pureza e castidade regem a vida das mulheres no país. Goo sofreu um bombardeio de comentários de ódio depois que surgiram as notícias sobre o vídeo de sexo, apesar de ela ser a vítima de “pornografia de vingança”; “O tema sexo é tabu na Coreia do Sul”, disse Tae-Sung Yeum, psiquiatra da clínica Gwanghwamun Forest. “É exigido um padrão moral muito alto, especialmente no caso das celebridades femininas, porque a Coreia do Sul é uma sociedade patriarcal.”

Sulli, amiga de longa data de Goo, também apareceu nas primeiras páginas dos jornais ao se expressar sobre assuntos como discriminação por idade e feminismo. Foi criticada por usar camisetas sem sutiã, chamar colegas masculinos mais velhos pelo primeiro nome e apoiar abertamente o feminismo.

Segundo o psiquiatra Yeum, é difícil para as estrelas do K-pop buscarem ajuda profissional para a depressão, especialmente num país onde as pessoas acham que problemas mentais são “tratados com a vontade da pessoa”. E afirmou que vários suicídios que ocorreram no setor têm a ver com o fato de os artistas mergulharem num sistema hipercompetitivo que abusa excessivamente de uma pessoa jovem.

Quando Sulli foi encontrada morta em sua casa em Seongnam, Goo gravou um vídeo de despedida para a amiga. “Viverei de modo mais cuidadoso para você”, ela declarou, se desculpando por não conseguir ao funeral da amiga. Dois dias antes da sua morte, Goo  postou um selfie no seu Instagram com a legenda “Boa Noite”. /TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

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Cantora de k-pop Goo Ha-ra é encontrada morta em Seul

Mídia local aponta suicídio como possível causa da morte da artista de k-pop; em maio de 2018, ela foi encontrada desacordada após tentativa

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2019 | 10h40

SEUL - A cantora sul-coreana Goo Ha-ra, ex-participante do grupo k-pop Kara, foi encontrada morta neste domingo, 24, em sua casa em Seul, capital da Coreia do Sul, segundo a polícia local.

Em outubro, a também cantora Sulli foi encontrada sem vida. 

O corpo de Goo, de 28 anos, foi encontrado por volta das 18h (horário local, 6h de Brasília). A polícia está investigando a causa da morte, enquanto a mídia local aponta suicídio como uma hipótese. Em maio passado, a cantora foi internada em um hospital sul-coreano depois que foi encontrada inconsciente, aparentemente por causa de uma tentativa de suicídio.

O grupo Kara, um dos precursores do K-pop, surgiu em 2007, e um ano depois se juntou ao grupo Goo após a partida de um dos membros originais, Kim Sung-hee. O conjunto musical foi dissolvido em 2016.

Goo Ha-ra estreou em carreira-solo em 2015 na Coréia do Sul e no Japão, e também participou em programas de televisão como atriz. / EFE

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Integrantes de grupo K-pop denunciam produtora por abusos físicos e verbais

Woo Yeop e Tae Seon, do TRCNG, reclamam de ensaios de 12h seguidas, sem intervalo

Camila Tuchlinski, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2019 | 09h15

A performance perfeita e as acrobacias impressionantes realizadas por grupos de K-pop são frutos de intensa dedicação e treino por parte de seus integrantes. Porém, dois dançarinos do grupo TRCNG estão exaustos.

Woo Yeop e Tae Seon, ambos de 19 anos, estão movendo uma ação contra a produtora TS Entertainment. Eles dizem que são obrigados a ensaiar durante 12 horas seguidas, sem direito a intervalo para descanso. 

Além disso, os músicos alegam que, quando erram a coreografia, recebem agressões verbais constantes. As informações são do site Straits Times

Woo Yeoup disse que chegou a ficar internado por duas semanas após o produtor Park Sang Hyun agredi-lo com uma cadeira de metal e o ameaçar a contar o caso para alguém. Tae Seon teria presenciado a situação. 

Os abusos teriam sido cometidos em 2017. 

 

 

Woo e Tae também disseram que foram obrigados a dormir em um quarto com vazamento de água, sem energia elétrica, e que a situação só foi resolvida após os pais pagarem o conserto do imóvel. Os músicos pediram a saída do grupo.

Em nota publicada nesta segunda-feira, 18, a TS Entertainment não fala especificamente sobre as acusações, mas dá satisfação aos fãs sobre a saída da dupla: “Lhes daremos uma posição oficial sobre as atividades futuras do TRCNG. Após longa discussão, o TRCNG trabalhará com oito integrantes, sem Taesun e Wooyeop. Esperamos ansiosamente por seu interesse e amor contínuos pela TRCNG. Obrigada”.

 

No Twitter, os fãs se solidarizaram com os músicos. “Os meninos não podiam dormir, comer e apanhavam. E ninguém fez nada para ajudá-los!”, escreveu uma fã.

 

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Cantora de k-pop e atriz, Sulli é encontrada morta aos 25 anos

Ex-integrante do grupo feminino sul-coreano f (x), a artista enfrentava uma grave depressão, segundo a polícia

Redação, Reuters

14 de outubro de 2019 | 09h07

Ex-integrante do grupo feminino sul-coreano f (x), a cantora Choi Jin-ri, mais conhecida por seu nome artístico Sulli, foi encontrada morta nesta segunda-feira, 14, em sua casa em Seongnam, informou a polícia. Sulli tinha 25 anos. "O empresário a visitou após não ter conseguido encontrá-la desde a última ligação na noite anterior", afirmou a polícia em comunicado.

Sulli, 25, estava enfrentando uma grave depressão, disse a polícia. Eles não deram mais detalhes. Sulli estreou com o grupo de cinco membros f (x) em 2009. O quinteto tornou-se um dos grupos femininos mais populares na Coreia do Sul e ajudou a alimentar a mania global do k-pop

Sulli deixou o grupo em 2015 e lançou uma carreira como cantora e atriz solo. Mais recentemente, ela apareceu em um programa de televisão no qual estrelas do k-pop discutiam suas experiências com comentários online maldosos.

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Fenômeno do K-pop conquista novos públicos com mistura de ritmo e visual

Gênero musical coreano que faz sucesso há décadas na Ásia desembarca com tudo no Ocidente

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2019 | 03h00

É fato que a indústria da música dos EUA valoriza e protege a produção nacional, tornando-se raros os casos de artistas não americanos que ganham holofotes em seus domínios. E não estamos falando de um mercado qualquer. Ainda hoje, o sucesso de um artista nos EUA é trampolim para que conquiste o restante do mundo. Dentro desse cenário, a música pop sul-coreana – conhecida como K-pop – é responsável por um feito e tanto: ela furou o bloqueio e chegou à América. Os grandes responsáveis por isso? Os sete rapazes, de cabelos coloridos e carisma bem lapidado, que fazem parte do fenômeno chamado BTS, a boyband número 1 do K-pop. 

Em tempos de redes sociais, o grupo sul-coreano foi expandindo seu acesso a públicos adolescentes e jovens para além da Ásia.

Diante dos números impressionantes de visualizações dos clipes do BTS no YouTube, que atingem rapidamente a marca de milhões, a dita “mídia tradicional” norte-americana se viu obrigada a olhar com mais atenção para esses garotos na faixa dos 20 e poucos anos – e também a dar espaço a eles. Um caso clássico de que a demanda determinou a oferta. O grupo foi capa da revista Time, deu entrevista em programas como The Ellen DeGeneres Show e The Tonight Show com Jimmy Fallon, discursou na Assembleia-Geral da ONU, falando sobre a importância do amor-próprio. Ainda no mercado americano, no ano passado, eles viram seu álbum Love Yourself: Answer no primeiro lugar em vendas e lideraram a lista da Billboard 200 com o disco Love Yourself: Tear. Isso sem contar a turnê com ingressos lotados que o grupo fez por países como EUA, Inglaterra e aqui no Brasil. 

Este ano, o BTS estará na cerimônia do Grammy, no dia 10 de fevereiro, em Los Angeles, concorrendo na categoria Best Recording Package (melhor pacote de gravação), pelo disco Love Yourself: Tear. “O álbum marca o primeiro reconhecimento do grupo e um grande momento de avanço para o cenário musical coreano”, diz um artigo da Billboard, sobre a indicação do grupo para o prêmio.

Seguindo os passos do BTS na América, o Black Pink, formado por quatro garotas, será o primeiro girl group de K-pop a se apresentar no Coachella, em 20 anos de história do festival. O evento ocorre em abril, na Califórnia, e terá também em seu line-up artistas como Ariana Grande, Diplo e Janelle Monáe. Ainda sobre o quarteto sul-coreano, elas entraram na Billboard Hot 100, com o single Ddu-Du Ddu-Du e fizeram parceria com a cantora e compositora britânica Dua Lipa. 

História do K-pop

A história do K-pop, gênero musical criado na Coreia do Sul, não é recente. Remonta ao início dos anos 1990. Mais precisamente em 1992, quando o grupo Seo Taiji and Boys participou de um show de talentos local. O estilo deles chocou: não correspondia a nada visto na música do país até então. Faziam rap, dançavam como bboys. O grupo fez grande sucesso e tornou-se referência. Ainda na década de 1990, o governo da Coreia do Sul percebeu que, com sua cultura, tinha uma mina nas mãos. Pronto: criava-se uma cena musical forte.

Em termos sonoros, o K-pop bebe na fonte do pop americano, mas mistura também outros ritmos como hip-hop, pop-rock e electronic dance music. É difícil mensurar quantos grupos, masculinos e femininos, existem atualmente. Isso porque as três empresas sul-coreanas responsáveis por criar a fórmula do K-pop, SM Entertainment, JYP Entertainment e YG Entertainment, lançam grupos como uma fabricação em série. Para cada grupo que se desfaz, outros surgem. E essas empresas que cuidam da carreira dos idols – como são chamados os integrantes dos grupos – são rígidas em relação à vida pessoal deles: não podem assumir namoros em público e precisam ter conduta cotidiana irreparável. 

Pode-se levar anos para um grupo ser lançado. Afinal, a construção da imagem é um dos segredos do sucesso nesse mercado. “Tem muito ensaio, muita direção, é tudo muito ‘profissa’. Os caras não estão brincando. E por que não pode surgir um talento? Ainda mais nesse esquema em que a maior parte desses grupos trabalha”, diz o produtor João Marcello Bôscoli. O visual colorido, meio lúdico, os clipes bem produzidos e as coreografias sincronizadas são os trunfos deles. “Eles fazem sucesso porque têm um apelo muito pop com a galera mais jovem. Cada integrante representa alguma coisa com a qual a molecada se identifica, um é mais romântico, outro mais esportivo, que é o que se fazia nos EUA no começo dos anos 2000, com Backstreet Boys, ‘N Sync”, afirma o também produtor Rick Bonadio. “Então, essa influência é muito forte. Foi daí que surgiram os grupos de K-pop fazendo essa linha de grupo musical, e cantando músicas que são produzidas no estilo americano, com algumas pitadas de coisas orientais. Muitas vezes, cantam em inglês e também em coreano.” 

O cantor Psy passou como um furacão com Gangnam Style em 2012 e colocou a Coreia do Sul no mapa. Mas passou.

Depois de tantos anos dominando a indústria asiática, o que fez o K-pop atravessar a fronteira para o Ocidente? Bôscoli aponta a revolução tecnológica digital como um dos possíveis motivos. “Eles fazem música pop de uma forma contemporânea, com ferramentas contemporâneas”, completa. Hoje, o grupo BTS, indiscutivelmente, lidera essa cena, mas outras estrelas como EXO, Monsta X, Black Pink e tantas outras também estão ampliando seus mercados. “O K-pop sempre existiu, mas está chegando agora com mais força”, diz Bôscoli. “Vem de um ecossistema com muito dinheiro, sobrevive lá por si. Chegou aqui, e tem que ver se vai permanecer. Um polo a Coreia do Sul já é, mas precisa ver se vai continuar dialogando com o Ocidente.” 

K-pop no Brasil

O glossário dos fãs de K-pop é bem específico. Eles se referem aos integrantes dos grupos como idols. Quando lança o 1.º clipe, o grupo não estreia: debuta. Aliás, não é clipe que se fala, mas, sim, MV (music video). Essa pequena aula foi dada por três fãs brasileiros, na Av. Paulista, num domingo, após um evento de dança de K-pop. As estudantes Caroline Umezaki, de 19 anos, e Sayuri Hioki, de 17, fazem parte do grupo cover de K-pop Black Energy. As sete integrantes do grupo costumam ensaiar as coreografias no Centro Cultural São Paulo, assim como outros grupos covers. “Passou de um estilo musical para um estilo de vida. Comecei a dançar, instiga a gente a conhecer outras culturas, línguas”, diz Sayuri, que descobriu K-pop aos 10 anos. Caroline conheceu aos 11. A faixa etária dos fãs abrange, em média, dos 10 aos 15 anos. Mas Caroline e Sayuri levaram essa paixão adiante. O estudante Dallson Freitas, de 21, também. “Não via diferença entre o pop no Brasil e nos EUA”, diz Dallson, até ele descobrir o K-pop. Hoje, faz parte de quatro grupos covers. 

Fundador da K.O. Entertainment, Lucas Jötten transformou a admiração pelo K-pop em negócios. A empresa dele, baseada em São Paulo, desenvolve eventos focados em cultura coreana e K-pop, além de produzir os grupos de B-pop High Hill (cuja música Não Sou Obrigada está na trilha da novela As Aventuras de Poliana, do SBT) e EVE, que se inspiram no K-pop. Para Lucas, essa onda coreana pelo mundo é significativa. “Entrar no mercado americano é uma vitória para o artista não americano.”

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Conheça a trajetória do BTS, fenômeno do k-pop que se apresenta em São Paulo

O grupo sul-coreano faz show neste sábado, 25, e domingo, 26, no Allianz Parque, com ingressos esgotados

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2019 | 19h37

Muitos só ouviram falar do BTS depois que o grupo sul-coreano anunciou show no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 25 de maio, e que os ingressos se esgotaram em pouco mais de uma hora - o que fez a boyband abrir um show extra no dia 26. Mas o grupo tem muitos fãs (mais conhecidos como Armys) pelo mundo, milhões de visualizações em seus clipes e muitos prêmios.  Para quem não conhece a história do grupo ou mesmo quer relembrar sua trajetória, selecionamos aqui os momentos mais importantes de sua carreira.

 

O começo do grupo BTS

Também conhecido como Bangtan Boys, o grupo sul-coreano BTS foi formado pela Big Hit Entertainment em 2013. Em 2010, a empresa queria formar um grupo masculino de k-pop sob sua chancela e abriu audições. Houve mudanças de integrantes durante esse período. Na época, o k-pop, gênero musical criado na Coreia do Sul, já era forte no mercado asiático. A história dessa cena remonta a 1992, quando o grupo Seo Taiji and Boys participou de um show de talentos local. Eles não correspondiam a nada visto na música do país até então. Faziam rap, dançavam como bboys. O grupo fez sucesso e tornou-se referência. 

 

Os primeiros sucessos

Formado por sete integrantes, Jin, Suga, J-Hope, RM, Jimin, V e Jungkook, o BTS debutou (termo usando na cena do k-pop) oficialmente no dia 13 de junho de 2013, com o lançamento da canção No More Dream, que faz parte do álbum 2 Cool 4 Skool. Assim como os outros grupos de k-pop, sua sonoridade bebe na fonte do pop americano, misturando com ritmos como hip-hop. Pelo primeiro trabalho, ganharam vários prêmios como artistas revelação, como Seoul Music Awards. Em 2014, o grupo entrou no mercado japonês, com versões de músicas feita para o país.

 

A trilogia 'Love Yourself'

Em 2017, o grupo se apresentou pela primeira vez em São Paulo – era a terceira passagem deles pelo Brasil – , com o The Wings Tour, no antigo Citibank Hall (atual Credicard Hall). Nesse mesmo ano, eles lançaram o primeiro álbum da trilogia Love Yourself, o disco Love Yourself: Her, que ficou na 7.ª posição do Billboard 200. Em 2018, eles finalizaram a trilogia, com o lançamento dos álbuns Love Yourself: Tear e Love Yourself: Answer.

 

Conquistando a América

Aliás, 2018 foi o ano de conquistas para a boyband sul-coreana: o clipe de Fake Love alcançou a marca de o mais visualizado no YouTube em 24 horas; dois álbuns, Love Yourself: Tear e Love Yourself: Answer, ocuparam a primeira posição na Billboard 200; eles foram capa da revista Time; deram entrevistas em programas como The Ellen DeGeneres Show e The Tonight Show com Jimmy Fallon; discursaram na Assembleia-Geral da ONU, falando sobre a importância do amor-próprio. Eles se tornaram os queridinhos da América, viraram fenômeno no YouTube e nas redes sociais, e arregimentaram milhões de fãs (conhecidos como Armys) pelo mundo. 

 

A passagem da turnê pelo Brasil em 2019

Em 2019, o BTS foi uma das atrações na cerimônia do Grammy, realizada em fevereiro, onde concorreu na categoria Best Recording Package (melhor pacote de gravação), pelo disco Love Yourself: Tear – e foi o primeiro grupo de k-pop a apresentar o prêmio. Em outra premiação, Billboard Music Awards, no início de maio, eles venceram nas categorias melhor artista social e melhor grupo. O grupo lançou um disco novo em abril, Map of the Soul: Persona, mas traz para os shows no Allianz Parque, neste sábado, e a turnê Love Yourself: Speak Yourself, inspirada na trilogia de discos. Os integrantes já manifestaram sua afeição pelo público brasileiro diversas vezes e, no Allianz, vão se apresentar para um público estimado em 47 mil pessoas por dia.  

 

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