Morre o saxofonista Benny Carter

Morreu no sábado, aos 95 anos, o saxofonista de jazz Benny Carter. A notícia foi divulgada neste domingo em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ele estava internado há duas semanas com bronquite. Com a morte de The King (O Rei), como Benny Carter era chamado pelos músicos, a era do swing perdeu um dos seus últimos representantes. Nascido no bairro nova-iorquino do Bronx, Carter teve contato com a música ainda na infância, através do trompetista Cuban Bennett, primo do músico. Não demorou muito e ele já estava tocando em vários clubes de Manhattan, em Nova York. O primeiro registro em disco aconteceu em 1928, com a orquestra de Charlie Johnson. Além de tocar sax alto e trompete, Carter foi um arranjador de primeira. No meio dos anos 30, a reputação do músico como arranjador o levou para a Europa, onde é idolatrado até hoje. Carter, então, foi contratado pela banda da BBC, da Grã-Bretanha, e depois tocou com vários músicos por todo continente europeu. Nesta época, grandes bandleaders como Duke Ellington, Benny Goodman, Count Basie e Glenn Miller se renderam ao seu talento e usaram os serviços de arranjador de Carter. Uma das canções mais famosas do saxofonista, When Lights Are Low, foi composta neste período.Em 1938, o músico voltou aos Estados Unidos. Com a decadência das big bands, que reinaram nos anos 20 e 30, Carter formou um sexteto. Entre os músicos estavam o novato trompetista Dizzy Gillespie e o baterista Kenny Clarke. Mais tarde ícones como Miles Davis, Max Roach e J.J. Johnson também participaram do grupo. Carter também fez sucesso como compositor e arranjador de trilhas sonoras para cinema e seriados de TV. Entre as mais de 100 que compôs estão Stormy Westher, de 1942, com a cantora Lena Horn, An American In Paris (arranjando as músicas de Gershwin), de 1951, e A Man Called Adam, de 1966, estrelado por Sammy Davis Jr. Na TV, no fim dos anos 50, sua música brilhou no seriado policial M Squad, protagonizado pelo ator Lee Marvin. O músico continuou compondo trilhas e gravando discos durante os anos 60. Na década de 70, Carter resolveu dividir sua experiência e fez centenas de palestras em conservatórios e universidades pelos Estados Unidos. Em 1987, recebeu um Grammy pelo conjunto da obra. Já na década de 90, comemorando seus 90 anos, Carter lançou o disco Songbook, um projeto de dois volumes com a participação de dezenas de cantores e músicos como Shirley Horn, Peggy Lee, Diana Krall e Joe Williams. O último registro de em disco foi em 96, com o CD Another Place, gravado ao vivo ao lado do saxofonista Phil Woods, com quem Carter já tinha trabalhado nos anos 60.A música perdeu também Compay Segundo

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