Morre o renomado músico português Carlos Paredes

Carlos Paredes, um grande nome da música portuguesa, morreu hoje aos 79 anos após uma doença de muito tempo nos ossos e de diabete, disse hoje a Fundação-Lar Nossa Senhora da Saúde. Paredes, que nasceu em Coimbra, começou a tocar a guitarra portuguesa de 12 cordas quando tinha quatro anos. Ele gravou o primeiro álbum em 1957 e lançou vários trabalhos e trilhas sonoras até 1987. "Ele era um perfeccionista e tocava até os dedos sangrarem" , disse o cineasta Paulo Rocha, para quem Paredes escreveu a trilha sonora de seu filme de 1963, Os Verdes Anos. Sua música, baseada nas raízes do lamento e do fado pensativo, mas com um ritmo particular, foi considerada um marco da cultura portuguesa. "Ele era um gênio, um grande artista que deu uma dimensão mundial para a guitarra portuguesa, e, através de seu trabalho, expressou a alma portuguesa", disse o político e poeta Manuel Alegre. A guitarra portuguesa, da mesma família de instrumentos como o bandolim e bandurria, surgiu no século 18 e é normalmente usada para tocar fado. O trabalho de Paredes vai concorrer ao prêmio da Unesco de Trabalho do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade. O presidente de Portugal, Jorge Sampaio lembrou Paredes como "um músico genial, um modelo de cidadão e um bom homem." Paredes, que deixa a mulher, Luisa Amaro, será enterrado amanhã no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.