Morre o flautista de jazz Herbie Mann

Herbie Mann, o flautista norte-americano de jazz que combinou diversos estilos musicais e influenciou profundamente movimentos como a chamada fusion e a world music, apaixonado por música brasileira, morreu em Santa Fé, no México, aos 73 anos de idade, segundo informaram pessoas chegadas da família.Mann, que sofria de um câncer na próstata desde 1997, morreu na tarde de ontem, ao lado de um de seus três filhos, segundo o amigo da família Sy Johnson. Ele ficou conhecido internacionalmente por interpretar diferentes estilos musicais e combinar de maneira criativa os ritmos brasileiros e africanos ao jazz. Mann era um apaixonado por música brasileira, pela bossa nova de João Gilberto e Tom Jobim e veio ao País várias vezes, a partir dos anos 60. Em sua busca de ritmos e harmonias, passou também por diversos países da África e no Japão.O músico nascido no Brooklin, em Nova York, onde passou a maior parte de sua vida, mudou-se para Santa Fé no final da década de 1980. Ele começou tocando sax tenor, mas trocou o instrumento pela flauta ao conseguir emprego na banda deo acordeonista Mat Matthews e da cantora Carmen McRae.Sua criatividade musical pode ser conferida em vários discos: At the Village Gate (1962) African Suite (1959), Brasil, Bossa Nova & Blues (1962), Latin Mann 1965, Memphis Two Step (1971) e Eastern European Roots (2000).Seu álbum Memphis Underground foi uma das primeiras gravações do gênero conhecido como fusion e muitas de suas interpertações seriam chamadas hoje em dia de world music. Em uma idade em que muitos se aposentam, Mann continuou tocando: "Estou tocando agora melhor do que nunca", disse em uma entrevista concedida à Associated Press em 1995.

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