Morre o cantor de cabaré Bobby Short

O cantor de cabaré Bobby Short, a personificação do estilo e sofisticação de Nova York que se apresentou ao piano no Hotel Carlyle por mais de 35 anos morreu hoje, aos 80 anos. Short morreu de leucemia no Hospital Presbiteriano de Nova York, disse Virginia Wicks, porta-voz do músico. Não foram divulgados detalhes. Mesmo com a mudança dos tempos, Short continuou devotado ao grande estilo americano, com canções de Cole Porter, DukeEllington, os Gershwins, Billy Strayhorn e Harold Arlen. "Eu volto no que ouvi de Marian Anderson: ´primeiro, uma música tem de ser bonita´", disse Short ao The New York Times em 2002. "No entanto, ´bonita´ cobre uma grande variedade de coisas. Eu tenho de admirar a estrutura de uma música e sobre o que ela fala. Mas eu também preciso determinar como eu posso transferir minha afeição por uma música para o público". Com suas canções clássicas e presença suave, ele divertiu milhares de pessoas no Carlyle. Entre seus fãs, estão NormanMailer e Jacqueline Kennedy Onassis, nos anos 1970, Barbara Walters e Dominick Dunne atualmente. Ele planejou fazer sua temporada final no Carlyle, mas estava longe de se aposentar. "Ele queria poder viajar e aceitar compromissos em diferentes partes do mundo", disse Wicks. Apesar de sua adoração pelos clássicos, Short não era nostálgico. Seu gosto musical, assim como sua voz suave e sua elegância no vestir, eram sempre impecáveis. Short tocou na Casa Branca para os presidentes Rickard Nixon, Jimmy Carter,Ronald Reagan e Bill Clinton.Ele foi indicado ao Grammy em 2000 por You´re the Top: Love Songs of Cole Porter. Em 1993, ele foi indicado por Late Night at the Cafe Carlyle. Quando sofreu de um problema na voz em 1970, Short começou a trabalhar em uma auto-biogarfia, Black and White Baby. Em 1995, ele atualizou suas memórias com Bobby Short: The Life and Times of a Saloon Singer. Durante os anos 1960, ele perdeu público para os Beatles e outros grupos novos. Ele superou essa fase em 1968 com um show ao lado Mabel Mercer em Manhattan; que originou um álbum de muito sucesso. Ele assinou com o Cafe Carlyle no mesmo ano: shows seis noites por semana, oito meses por ano e no lounge do hotel. Short, que nunca se casou, morava no Sutton Place, em Manhattan, dividindo um apartamento com vista para o East River com seus animais de estimação. Ele deixa um filho adotivo, Ronald Bell, e seu irmão, Reginald Short, ambos da Califórnia.

Agencia Estado,

21 de março de 2005 | 13h22

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