Morre no Rio a cantora Heleninha Costa

Considerada uma das integrantes do primeiro time de cantoras da Rádio Nacional, Heleninha Costa morreu na noite de ontem, aos 81 anos, de falência múltipla dos órgãos. A cantora, que já foi bailarina do Cassino da Urca na década de 40, foi casada com Ismael Neto, fundador do conjunto Os Cariocas e autor, com Antônio Maria, do clássico Valsa de uma Cidade. Nascida no Rio de Janeiro em 1924, mudou-se com a família, quando ainda era pequena, para Santos, litoral de São Paulo. Formada como contadora, encontrou-se no rádio. Iniciou a carreira na Rádio Clube de Santos, em 1938. Em seguida, passou por outras maiores, como as rádios Record e Bandeirantes, já na capital paulista. O primeiro disco, um 78 rpm, veio em 1940 com a marcha Sortes de São João (Osvaldo Santiago e Alcir Pires Vermelho) e o samba Apesar da Goteira do Quarto (Pedro Caetano e Alcir Pires Vemelho). De volta ao Rio de Janeiro em 1943, ano em que gravou o samba de grande sucesso Exaltação à Bahia (Chianca de Garcia e Vicente Paiva), foi chamada pelo locutor Cesar Ladeira para cantar na Rádio Mayrink Veiga, em 1945. Dois anos depois, Ladeira levou Heleninha para a Rádio Nacional, onde atuou no programa Música do Coração. Entre os principais sucessos da cantora, estão o bolero Afinal (Luís Bittencourt e Ismael Neto), o samba Ginga (Sá Roris) e o baião Não Interessa, Não! (Luís Bittencourt e José Meneses). O enterro de Heleninha está previsto para a tarde de hoje no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio.

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