Morre Lalo Guerrero, "pai da música chicana"

Eduardo "Lalo" Guerrero Jr., que durante 60 anos criou canções em inglês e em espanhol narrando histórias mexicanas e norte-americanas, como Nunca Jamás e Canción Mexicana, morreu aos 88 anos. O homem que o ex-presidente Bill Clinton chamou de pai da música chicana morreu na quarta-feira em um centro médico em Rancho Mirage, disse hoje seu filho, Mark Guerrero.Guerrero nasceu em Barrio Viejo, em Tucson, Arizona, em 25 de dezembro de 1916. Sem instrução formal de música, aprendeu a tocar violão com a mãe e durante viagens ao México, que inspiraram muitas de suas canções.Guerrero escreveu mais de 700 canções e vendeu milhões de discos em inglês e espanhol em vários estilos, desde música de protesto, cha-cha-cha, ao rock. Alguns de seus maiores sucesso em espanhol são Nunca Jamás e Canción Mexicana, que ha sido qualificada como o hino nacional não-oficial do México.Ele também fez uma série de álbuns para crianças como os temas de Las Ardillitas, trio de roedores famosos no México e entre a comunidade hispânica. Guerrero também escreveu baladas em homenagem a Robert Kennedy e César Chávez, líder sindical dos camponeses norte-americanos.O artista também escreveu paródias, como Pancho Claus, Elvis Pérez, Tacos for Two (com o ritmo de Cocktails for Two), além de uma sátira sobre discriminação: Mama, Don´t Let Your BabiesGrow Up to Be Busboys.O último trabalho de Guerrero foi a gravação de três de suas canções para um álbum de Ry Cooder, que será lançado no meio do ano. Guerrero deixa a mulher, Lidia; dois filhos, Mark e Dan; um enteado, José Guerrero, uma enteada, Patricia Lowy; uma neta; um neto; três irmãs e dois irmãos. O funeral será em Palm Springs, Tucson e Los Angeles.

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