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Morre James Ingram, estrela do R&B

Ao longo de sua carreira, ele tocou com Ray Charles, Quincy Jones e compôs para Michael Jackson

Redação, EFE

29 de janeiro de 2019 | 22h42

O cantor e pianista James Ingram, uma das estrelas de maior destaque do R&B nas décadas de 1980 e 199o e ganhador de dois Grammys, morreu aos 66 anos, informaram fontes ligadas ao artista.

A atriz e coreógrafa Debbie Allen deu a notícia no Twitter. "O coro celestial me roubou o amigo mais querido e meu parceiro criativo (...) Ele sempre será apreciado, amado e recordado por sua criatividade, seu amor pela família e por sua humanidade", escreveu.

Ainda que a causa da morte não tenha sido revelada num primeiro momento, o site TMZ disse que o artista vinha lutando contra um câncer no cérebro há algum tempo.

James Ingram, natural de Akron (Ohio), começou sua carreira musical com a banda Revelation Funk no começo dos anos 1970, antes de se mudar para Los Angeles em 1973 e acompanhar artistas como Ray Charles, para quem tocou piano fez coro nos shows do cantor, e para o a banda Coasters, onde tocou teclado.

Seu primeiro sucesso, que chegou ao número 1 das listas de música pop, foi Baby, Come to Me, de 1982, cantada em dueto com Patti Austin, artista com quem, no ano seguinte, lançou mais um sucesso: How Do You Keep the Music Playing?

Entre 1982 e 1996, Ingram foi indicado 14 vezes ao Grammy e ganhou o prêmio de melhor cantor de R&B por One Hundred Ways e o de melhor duo ou grupo de R&B por sua participação com Michael McDonald em Yah Mo B There.

Antes mesmo de ter gravado um disco solo, ele foi indicado ao Grammy de melhor artista revelação por uma parceria com Quincy Jones, com quem manteve uma de suas relações mais exitosas.

Foi com Quincy Jones que ele escreveu um dos maiores sucessos de Michael Jackson, P.Y.T. (Pretty Young Thing), e participou com os dois do coral beneficente de We Are the World.

Outros artistas com quem tocou foram Linda Ronstadt (Somewhere Out There), Kenny Rogers e Kim Carnes (What About Me?).

Na última década, o artista manteve-se ativo e seu último álbum, Stand (in the Light), que teve Quincy Jones como coprodutor, é de 2008, 15 anos depois de Always You.

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