Morre, em Salvador, a sambista Edith do Prato

O mais recente trabalho de dona Edith foi 'Vozes da Purificação', lançado pela Biscoito Fino em 2002

Tiago Décimo de O Estado de S. Paulo,

09 de janeiro de 2009 | 14h10

Morreu, na madrugada desta sexta-feira, 10, aos 94 anos, em Salvador (BA), a sambista Edith do Prato. Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Português desde o dia 18, depois de sofrer um acidente vascular cerebral, e teve diagnosticada falência múltipla dos órgãos. O enterro está previsto para as 17 horas (de Brasília), em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano.   Veja também: Ouça trecho de Abertura e Cavaleiro Ouça trecho de Casa Nova, Raiz Edith Oliveira Nogueira, ou Dona Edith, como ficou conhecida, era uma das principais representantes do samba-de-roda do recôncavo. Amiga da família Velloso, ganhou notoriedade por ditar o ritmo das canções usando um prato e uma faca. A projeção nacional veio depois de gravar as faixas Viola meu Bem e Sugar Cane Fields Forever do disco Araçá Azul (1972), de Caetano Veloso, considerado por muitos críticos o mais experimental dos álbuns tropicalistas. O mais recente trabalho de dona Edith foi Vozes da Purificação, lançado pela Biscoito Fino em 2002, com participação de Caetano e Maria Bethânia, entre outros.

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