Morre aos 86 anos o mestre do acordeão Mário Zan

Morreu no Hospital dos Sorocabanos, em São Paulo, no início na noite de quarta-feira, aos 86 anos, o acordeonista e compositor Mario Zan. Era um dos principais acordeonistas brasileiros, elogiado pelo amigo e colega de profissão: Luiz Gonzaga. Mário João Zandomeneghi ainda estava na ativa. Autor de algumas das mais famosas composições para festa juninas, participou de festejos neste ano. O velório será na Assembléia Legislativa e o sepultamento no Cemitério da Consolação, cumprindo um de seus últimos desejos que era ser enterrado em frente ao túmulo da Marquesa de Santos. Mário Zan residia no centro da cidade de São Paulo, num prédio da Av. São João. Diariamente se reunia com músicos que freqüentam a região. Há 15 dias foi internado com problemas pulmonares e ao receber alta sentiu os efeitos colaterais das medicações. Voltou domingo para o hospital e na segunda-feira foi levado para a UTI. Segundo a família, teve cinco paradas cardíacas antes de ser constatada sua morte, às 20h30 de quarta-feira. Autor do Hino do Quarto Centenário, Mário Zan, que nasceu em Veneza, na Itália, e aos 4 anos veio com a família para o Brasil, foi bastante homenageado durante os festejos de 450 anos da cidade de São Paulo. Neste ano, também recebeu várias homenagens, entre elas dos governos do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, pela histórica canção Chalana, que compôs em parceria com Arlindo Pinto. A canção fez sucesso na voz de Almir Sater e Sérgio Reis. Em 2002 foi tema do enredo da escola de samba Rosas de Ouro.

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