Morre aos 80 anos Abbey Lincoln, a última grande dama do jazz

Cantora americana era conhecida por seu ativismo político e compromisso com as minorias

Efe,

15 de agosto de 2010 | 03h11

WASHINGTON - A cantora e compositora de jazz americana Abbey Lincoln, conhecida por seu ativismo político e seu compromisso com as minorias, morreu no sábado, 13, em Nova York, aos 80 anos, informaram fontes da família à imprensa local.

 

Segundo o jornal The New York Times, o irmão da artista, David Wooldridge, confirmou que a cantora faleceu. As causas de sua morte não foram reveladas, embora Lincoln Abbey tivesse a saúde delicada desde que foi operada do coração em 2007.

 

A cantora foi um personagem polêmico por seu compromisso com os direitos humanos e raciais nos anos 60 nos Estados Unidos. Nessa época teve sucesso também no cinema e depois se aposentou até que reapareceu com força na década de 1990 como cantora, compositora e líder espiritual.

 

Abbey contracenou com Ivan Dixon em 1964 no drama racial "Nothing But a Man" e com Sydney Poitier em "Um Homem para Ivy" (1968). Sua música foi derivando desde os experimentos mais estridentes e rupturistas do africanismo militante rumo a um repertório predominantemente de baladas, com uma doce suavidade inspirada em Billie Holiday.

 

Entre seus últimos discos estão "The World Is Falling Down" (1990), "Devil's Got Your Tongue" (1993), "A Turtle's Dream" (1995) e "Who Used to Dance" (1996).

 

A cantora nasceu Anna Marie Wooldridge em Chicago no dia 6 de agosto de 1930 e cresceu na área rural de Michigan como a décima filha de uma família de 12 crianças. Chamada pela música desde jovem, se mudou para Los Angeles aos 19 anos, onde começou sua carreira. Seu último disco, "Abbey Sings Abbey", foi gravado em 2007 aos 77 anos.

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