FRANK PERRY/AFP
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Morre Alan Vega, cantor do Suicide, precursor do punk norte-americano

Músico tinha 78 anos e morreu no sábado, 16, enquanto dormia

EFE

17 Julho 2016 | 19h39

Alan Vega, a voz da dupla musical Suicide, uma das mais influentes da história do rock, precursora do punk norte-americano, morreu no sábado, 16, aos 78 anos enquanto dormia, segundo informou no domingo, 17, o músico Henry Rollins, em sua página na internet.

“Com profunda tristeza e uma quietude que só nótícias como essa podem trazer, lamentamos informar que o grande artista Alan Vega morreu”, afirma o comunicado, ressaltando ainda que “Vega morreu em paz, enquanto dormia”.

“Alan não foi apenas implacavelmente criativo, escrevendo músicas e pintando até o fim: ele também era surpreendentemente único”, afirma a família. “Um dos melhores traços de Alan era sua adesão inflexível às exigências de sua arte”.

A personalidade musical de Vega foi muito influenciada por Elvis Presly e o rockabilly, ainda que o uso de instrumentos eletrônicos como caixas de ritmos e sintetizadores, lhe deu um caráter obscuro e pessoal, que caracterizou sua música.

Nascido em 1938 como Alan Bermowitz, no Brooklyn, bairro de Nova York, Vega começou como artista plástico e escultor de pioneiras esculturas de luz, com que ganhou notoriedade.

A cidade de Nova York foi cenário de seu trabalho Project of Living Artists, espaço onde Vega desenvolvia sua faceta artística e experimentava com a música eletrônica. Por ali, passaram grupos pioneiros do punk nova-iorquino como New York Dolls, Television e Blondie.

Um dos músicos surgidos ali foi o instrumentista Martin Rey, com quem Vega formou o grupo Suicides, que teve grande influência na cena nova-iorquina dos anos 1970, ao lado de outros pioneiros como Ramones, Patti Smith e Talking Heads.

O primeiro trabalho do Suicide, que levava o nome do grupo, foi lançado no mercado em 1977 e incluía o tema Ghost Riders, um dos mais famosos de sua carreira. Em 1980, surgiu Suicide: Alan Vega and Martin Rey, seguido de outros três, sendo o último American Supreme, de 2002.

Além disso, o grupo lançou seis discos ao vivo, o primeiro em 1978 com o nome de 21 1/2 Minutes in Berlin/23 Minutes in Brussels, e o último em 2008, Live 1977-1978, box com seis discos reunindo atuações do grupo durante aquele período.

Vega desenvolveu também uma longa carreira solo, iniciada em 1980, com um disco que levava seu nome, e continuada nas décadas seguintes com obras nas quais recebia a colaboração de músicos como Ric Ocasek, do grupo The Cars, Liz Lamere, Pan Sonic e Marc Hurtado, com quem assinou seu último disco, Sniper, em 2010.

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