Morre a cantora Odetta, a 'voz dos direitos civis' nos EUA

Intérprete de 'Gonna Let it Shine' tinha 77 anos e não pôde completar sonho de cantar na posse de Obama

Efe,

03 de dezembro de 2008 | 10h43

A cantora americana Odetta, conhecida como "a voz dos direitos civis" dos negros, morreu na terça-feira, 2, em Nova York, em decorrência de problemas cardíacos aos 77 anos, informou a imprensa americana nesta quarta. A artista não pôde completar seu sonho de poder cantar na posse do presidente eleito Barack Obama dia 20 de janeiro em Washington, segundo afirmou seu representante, Doug Yeager, citado pelo jornal The New York Times. Odetta, que interpretou músicas de folk, blues, jazz e "spirituals" (canções religiosas), foi uma figura emblemática da luta contra a discriminação racial e pelo ressurgimento da música folk americana nas décadas de 1950 e 1960, influenciando artistas como Joan Baez, Bob Dylan, Janis Joplin e o trio Peter, Paul & Mary, entre outros. Um dos momentos culminantes de sua vida foi sua participação na passeata de Washington de agosto de 1963, quando 250 mil pessoas reivindicaram os direitos civis dos negros e Martin Luther King pronunciou seu famoso discurso "Eu tenho um sonho". Odetta cantou, então Oh, Freedom, tema que remontava aos tempos da escravidão. Em 1963 o álbum Odetta Sings Folk Songs foi um dos mais vendidos do país. Seu último trabalho foi Gonna Let it Shine, um álbum com spirituals e gospel pelo qual foi indicado ao Grammy em 2007.

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