Morre a cantora Celly Campello

Musa do rock nacional pré-Jovem Guarda, Celly Campello morreu nesta terça-feira, aos 60 anos, no Hospital Samaritano de Campinas, em decorrência de câncer de mama. A família solicitou ao hospital que não informasse detalhes à imprensa. A morte ocorreu às 12h50. O corpo de Celly será enterrado às 10 horas desta quarta, no Cemitério Flamboyant. O velório está marcado para começar às 19h, no próprio Cemitério. O câncer se manifestou em 1996 na mama. Celly fez cirurgia, tratamento quimioterápico e removeu o tumor. A doença voltou a aparecer na costela. A cantora estaria internada no hospital desde o dia 20 do mês passado. Celly integrou a geração precursora do rock brasileiro. Em apenas quatro anos de carreira, colecionou grandes sucessos e deixou uma marca indelével na história da música pop nacional. Tinha 15 anos quando começou a ficar conhecida. Em 1958 ela estreou na TV ao lado de seu irmão Sérgio, que ficou conhecido como Tony Campello. A dupla começou no programa Campeões do Disco, da TV Tupi. No ano seguinte, foi a vez de os irmãos Campello ganharem um programa na TV Record, o Celly e Tony em Hi-Fi. Ainda em 1959, ela ganhou seu primero prêmio: o troféu Chico Viola, que venceria nos anos seguintes até 1962. Também recebeu o troféu Roquete Pinto em 59, 60 e 61. Em 1962, no auge da fama, Celly abandonou os estúdios para se casar com o contador José Eduardo Gomes Chacon, com quem teve dois filhos, Cristiane e Eduardo. A decisão surpreendeu seu irmão, Tony Campello, pelas mãos de quem Celly alcançou o sucesso. Após o fim precoce de sua carreira, Celly Campello fez apenas dois retornos ocasionais à cena musical. Uma vez foi quando cantou no Festival da Música Popular de Juiz de Fora, em 1972. Em 1975, um de seus maiores sucessos insipirou a novela Estúpido Cupido, da Rede Globo.A musa adolescente que interpretava canções pueris, como Estúpido Cupido, Banho de Lua, Túnel do Amor, Biquíni de Bolinha Amarelinha e Lacinhos Cor de Rosa, sempre repetiu que nunca se arrependeu da decisão de trocar a fama pela vida de dona de casa e mãe de família. Dois anos depois de Celly abandonar a cena musical, surgiu o movimento Jovem Guarda, que consolidou o rock no País.

Agencia Estado,

04 de março de 2003 | 16h52

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