Moradores enfeitam a cidade para esperar Roberto Carlos

Cachoeiro do Itapemirim, cidade natal do cantor, está em festa à espera do show que inicia megaturnê do 'Rei'

Jotabê Medeiros, enviado especial de O Estado de S. Paulo,

17 de abril de 2009 | 19h58

A cidade de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, está em festa à espera da volta de Roberto Carlos que fará o show que dá início a uma turnê de 35 espetáculos para comemorar os seus 50 anos de carreira. O estádio do Sumaré, onde será realizado o show na noite de domingo, passou por uma reforma urgente após a queda de uma parte da arquibancada e já está pronto para o espetáculo. Roberto Carlos não canta na cidade há 14 anos.

 

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Leonor Teixeira, filha do proprietário da radio onde o cantor se apresentou diversas vezes quando criança, comemora presença do cantor. Foto: André Lessa/AE

 

Roberto Carlos Braga era chamado de Zunga pela família e amigos. Era o seu apelido de infância. Ele nascera no dia 19 de abril de 1941, às 5h da manhã, pesando 2,250 kg e medindo 42 centímetros. Era o caçula de quatro irmãos, uma prole na qual todos tinham apelidos: Lauro Roberto era Naim, Carlos Alberto era Gadia e Norma era Mada ou Futeza. Aos 9 anos, por sugestão da mãe, Laura, ele foi cantar no programa matinal de Jair Teixeira na Rádio Cachoeiro. Era acompanhado pelos músicos José Nogueira (violão de 7 cordas) e Mozart Cerqueira (violão).

 

"Desde o início, eu sabia que ele era superdotado. A gente sabe quando ele tem jeito para a música", disse nesta sexta, 17, uma das primeiras mestras de Roberto, a professora de piano Eliane Manhães, uma das muitas pessoas da infância e adolescência do cantor que estarão no Estádio do Sumaré neste domingo, no show que comemora seus 50 anos de carreira, aqui em Cachoeiro do Itapemirim.

 

Andressa Pepe Costa, dona de uma loja de chocolates na cidade, diz que o movimento aumentou consideravelmente e que turistas de todo o País estão chegando. "Só ontem, a gente recebeu 7 pessoas de São Paulo aqui na loja", diz. A Casa de Cultura Roberto Carlos, onde nasceu o cantor, está sempre cheia nos últimos dias, e os hotéis não têm mais vagas.

 

Moradores de Cachoeiro do Itapemerim enfeitam locais públicos com com faixas sobre o cantor. Foto: André Lessa/AE

 

 

No show, haverá um momento especialmente tocante para os cidadãos do município. Será quando Roberto cantar Meu Pequeno Cachoeiro, hino da cidade. O compositor Raul Sampaio, de 81 anos, autor de Meu Pequeno Cachoeiro, está na cidade para o show (ele vive hoje na praia, no Espírito Santo) conta como a compôs: "Ela surgiu como surgem todas as músicas, num momento de emoção muito forte, De repente, eu comecei a cantarolar em casa, e o refrão surgiu quase como um repente nordestino".

 

Raul Sampaio, cujo nome real é Raul Cocco, conta que Roberto Carlos hesitou durante dois anos antes de gravar a canção. Quando finalmente se decidiu a gravar, Roberto convidou o compositor para ir ao Rio de Janeiro assistir à gravação. "Mas não foi fácil, ele não conseguia cantar. Cada vez que tentava, embargava a voz. Levou duas semanas para conseguir gravar".

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