WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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Montreux faz 50 anos com desfile de brasileiros

O festival, que começa no dia 1º/7, anunciou na quinta-feira, 14, programação do jubileu com nomes como Ivan Lins e Maria Rita. 

Jamil Chade - CORRESPONDENTE, O Estado de S. Paulo

14 de abril de 2016 | 18h31

GENEBRA - O festival de Jazz de Montreux completa 50 anos em 2016 e, para comemorar, vai pôr no palco um desfile de músicos brasileiros. Em 10 de julho, na pequena cidade aos pés dos Alpes, estarão Maria Rita, Ana Carolina, Elba Ramalho, Hamilton de Holanda, Ivan Lins, João Bosco, Martinho da Vila e Vanessa da Mata. 

O evento, que abre suas portas em 1.º de julho, na Suíça, quer deixar claro que a música brasileira faz parte de sua história. Desde os anos 1970, astros como Gil, Tom Jobim e Caetano passaram pelos palcos de Montreux, que se tornou uma das principais vitrines da música brasileira na Europa. 

No programa do jubileu, Montreux destaca que o festival “sempre foi pioneiro no que se refere ao espírito do Rio, dando enorme importância à música do Brasil”. “Ao longo dos anos, os maiores nomes da música brasileiras deram shows inesquecíveis em Montreux”, lembrou ainda o comunicado. Neste ano, a noite brasileira será dedicada a Claude Nobs, o fundador do evento. Para os organizadores, “o coração de Montreux foi sempre verde e amarelo”. A noite do dia 10 terá ainda um segundo show, com sons africanos de destaques como Angélique Kidjo, Trio Teriba, Lura e Dobet Gnahoré.

Para os 16 dias de evento, a lista de convidados tem início com Charles Lloyd, que retorna ao festival pela primeira vez desde 1967. Na mesma noite, Monty Alexander sobre ao palco para lembrar seu álbum gravado no mesmo local, em 1977.

Enquanto isso, no mítico Stravinski Hall, caberá ao lendário Quincy Jones liderar a festa, com a Pepe Lienhard Big Band. O programa ainda traz Neil Young, Patti Smith, Jean-Michel Jarre e os retornos de Van Morrison e Simply Red. 

Um dos momentos mais esperados, será o do show do Deep Purple. Foi em 1971, durante o concerto do grupo, que o teatro se incendiou. Os músicos, anos depois fariam sucesso com uma composição dedicada ao incidente, Smoke on the Water, diante das imagens impressionantes do fogo refletindo no transparente lago Leman.

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