Mônica Feijó, a primeira a cantar Junio Barreto

Ela é atriz, começou na música cantando jazz, acompanhou o grupo de hip-hop Faces do Subúrbio e em 2001 lançou o CD de estréia, Aurora 5365, calcado na eletrônica.De Luiz Gonzaga e Chico Science, a história da robusta música pernambucana é povoada por fortes nomes masculinos. A cantora e compositora Mônica Feijó quebra esse tabu. Para o DJ Dolores, outro nome de ponta da cena contemporânea do Recife, ela "se destaca como figura singular e mutante da cidade". Com o novo álbum, Sambasala (independente), ela prova que Pernambuco também é bom de samba. "Sempre teve esse rótulo de o samba ser carioca, dizem que nasceu baiano e até virou paulista. Quando conheci o grupo Choro Brasil, do Recife, me deu a inspiração de buscar o samba pernambucano", conta Mônica. "Descobri que vários compositores da nova geração, conterrâneos meus, tinham sambas em seu repertório." O resultado é uma bela panorâmica da produção contemporânea desse gênero. "Aclimação é um clássico que poderia estar em qualquer disco de música brasileira. Graças a Deus está no meu", diz. Trata-se de uma das duas composições de Junio Barreto (parceria com Alfredo Bello) incluídas em Sambasala. A outra é Procurando Dum Dum (dele e Ortinho). "Junio é doce, delicado, me encantei com ele desde o começo. O lirismo e a doçura que tem na música dele são características de sua personalidade. Além disso, você vê profundidade de conteúdo nas letras dele. Acho que é isso que atrai tanto as cantoras", afirma.

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