Moacyr Luz reúne amigos em show no Canecão

As reuniões que o compositor Moacyr Luz realiza em casa, com fartura de samba, cerveja e acepipes feitos por ele e sua mulher, Ize, vão para o Canecão hoje e nas duas próximas quarta-feiras, no show Sambas da Cidade. Em todos os shows, ele estará com os compositores Macalé e Luiz Carlos da Vila, com a cantora Teresa Cristina e a banda de Paulão Sete Cordas, um especialista em samba e choro cariocas, que assina os arranjos. Além disso, Luz terá convidados: "Os primeiros são Xangô da Mangueira, Monarco, Zé da Velha e Silvério Pontes, ou seja, a velha-guarda do samba e a música de gafieira." Tal como em sua casa, o palco terá mesas e cadeiras de bar e quem chega se senta, sem preocupação de exibir, mas com muita vontade de passar para o público o prazer de estar entre amigos e cantar um repertório que todos conhecem. "Vai ser um show intimista porque esse é o nosso jeito, o que cria esse clima é a forma carinhosa de apresentar as músicas e falar com o público", diz Moacyr Luz. Moacyr explica que a escolha dos elencos, o fixo e o de convidados, tem um sentido. "O Macalé é vanguarda, mas gravou também Geraldo Pereira, Nelson Cavaquinho e Noel Rosa. Luiz Carlos da Vila é o samba tradicional e mostrará sucessos como O Show Tem Que Continuar e Teresa Cristina é a renovação. Os convidados das próximas semanas (Dona Ivone Lara e Wilson Moreira, no dia 21, e Nelson Sargento e Elton Medeiros, no dia 28) representam correntes importantes do samba, cada um com uma bagagem enorme. E os arranjos do Paulão são o que há de melhor. Ele não inventa moda, faz o bom de sempre." Quem gostou da idéia foi Teresa Cristina. "Eu sonhava cantar no Canecão, mas achava que ainda ia demorar muito porque só os sambistas consagrados como Zeca Pagodinho fazem show lá. Acho ótimo o samba conquistar esse espaço e fico orgulhosa de ver Monarco, Dona Ivone Lara e Wilson Moreira, entre outros, naquele palco", dizia a cantora no início da semana, enquanto driblava o nervosismo dessa estréia. "Estou ansiosa, querendo que o dia do show chegue o mais rapidamente possível. Sei que vou tremer de início, mas logo a gente se acostuma e faz o melhor."

Agencia Estado,

14 de janeiro de 2004 | 13h25

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