EPITACIO PESSOA/AE
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Milton Nascimento faz show às 18h, no Auditório Ibirapuera

Cantor conta que vai receber Lô Borges para o show gratuito e que prepara o lançamento de seu novo disco de inéditas, para 2016

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2015 | 16h00

Até a noite de sexta, Milton Nascimento ainda não sabia o que iria cantar no show que vai fazer neste domingo, às 18h, na área externa do Auditório Ibirapuera. “Eu estou aqui esperando os músicos para definir o que vamos tocar”, disse ao 'Estado', por telefone, do hotel onde estava hospedado. “Eu li hoje em um jornal uma porção de músicas que eu cantaria, mas nem eu sei ainda o que vou fazer. São shows populares assim os que eu mais gosto.”A apresentação, que faz parte da programação do evento Samsung E-Festival Canção, vai contar com a participação de Lô Borges (algo que não estava oficialmente anunciado). “Temos feito muitos shows assim, gostamos de cantar juntos”.

Milton não tem compromisso algum com o repertório de um disco novo, algo que o libera para fazer uma apresentação de suas canções mais conhecidas. Vai haver também a participação do grupo de Recife bandavoou, que venceu um concurso promovido pela empresa Samsung. Sobre a informação de que estaria fazendo menos apresentações em 2015 com relação ao ano passado, ele diz que não procede. “Eu tenho feito muitos shows fora do Brasil e em cidades (fora do eixo Rio e São Paulo), como Aracaju e interior de Minas Gerais. Não estou me preservando de nada.”

As preocupações recorrentes são com relação à sua saúde. Aos 72 anos, Milton sofre de diabetes. Em agosto de 2014, ele teve de deixar o palco durante um show que fazia com o cantor Criolo, em São Paulo, após sentir mal-estar. Três meses depois, foi submetido a um cateterismo no Instituto do Coração e, em dezembro, voltou a ser internado, desta vem no Hospital Samaritano, no Rio, para passar por um novo cateterismo.

Ao aparecer no palco para um show com a cantora portuguesa Carminho, em abril desde ano, Milton parecia frágil. Mas depois de um início difícil, quando chegou a cambalear na cadeira, fez um belo show. O que ele diz sobre a própria saúde? “Eu estou 100% bem. As pessoas exageram muito quando falam sobre a minha saúde. Fui fazer exames recentemente e descobri que estou ótimo”.

Suas últimas atividades têm atestado, ao menos, disposição. Em agosto, ele foi à quadra da escola de samba Tom Maior para conhecer as homenagens que a agremiação vai fazer à sua obra, no carnaval de 2016. O enredo 'Travessias de Milton Nascimento: todo artista tem de ir aonde o povo está' vai puxar foliões que farão homenagens a Milton e ao Clube da Esquina. Lô Borges também deve desfilar. “Gosto muito de sair no Carnaval, uma experiência que já havia vivido no Rio, com a Mangueira e a Unidos do Cabuçu. Mas em São Paulo, vai ser a primeira vez.”

Milton está envolvido, neste momento, com dois projetos fonográficos. Um deles é um disco gravado com músicos de Juiz de Fora, para uma homenagem ao Projeto Tamar, que trabalha com pesquisa e proteção de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção. O disco será lançado pela Som Livre.

O segundo trata-se de seu novo álbum de carreira, previsto para sair no primeiro semestre de 2016. Milton adianta ao 'Estado' que o álbum vai trazer músicas inéditas (“apenas duas serão regravações”) e que a inspiração de algumas delas, e de onde deve sair o nome, é a obra do artista plástico Cândido Portinari. “Vai ter participações de Esperanza Spalding, Pedrinho do Cavaco, muita gente boa” .

Para o show de domingo, haverá 70 táxis credenciados para atender ao público. Os carros estarão estacionados na área interna no parque.

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