Michael Jackson vai à corte

Michael Jackson apresentou-se ontem ao Tribunal de Santa Maria, na Califórnia, com o rosto coberto por uma barbinha e escoltado pela polícia, para protegê-lo do assédio dos fãs. O músico chegou vestido de calças pretas,camisa larga de veludo vermelha e máscara cirúrgica à mão. Elerespondeu poucas perguntas rotineiras em um depoimento de menosde 10 minutos, mas ainda deve voltar à corte.O intérprete de Thriller foi chamado a testemunhar em processo no qual é acusado pelo promotor de espetáculos alemão Marcel Avram de ter suspendido shows que faria no fim do ano de 1999 em Honolulu, no Havaí, e em Sydney, na Austrália, devido ao baixo número de ingressos vendidos. Avram pede uma indenização de US$ 21,2 milhões. O autor de Billy Jean atrai cada vez menos gente aos shows e as vendas de seu último álbum diminuíram comparando-se às performances passadas.O promotor detalhou o caso. Segundo ele, Jacko assinou um contrato para fazer quatroshows na virada do milênio: doisbeneficentes, e dois com fins lucrativos na véspera de ano-novo.O rei do pop fez os dois primeiros, mas gastou mais do que devia, de acordo com Avram. Em seguida, cancelou os doisseguintes e deixou-o com os US$ 21,2 milhões de prejuízo: US$ 10 milhões em gastosde produção, mais US$ 10 milhões em lucros não recebidos e US$ 1,2milhão em pagamentos de dívidas do próprio cantor. Esta não é a primeira vez que Avram se envolve em um caso judicial: em dezembro de 1997, a situação foi inversa, pois ele foi acusado em seu país de evasão de dinheiro de um montante equivalente a US$ 2,4 milhões.

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