Chris Pizzello/AP - 28/04/96
Chris Pizzello/AP - 28/04/96

Michael Jackson não era pai biológico, diz ex-mulher

Debbie Rowe revela que engravidou após reprodução assistida com doador de sêmen anônimo

Jornal da Tarde,

29 de junho de 2009 | 09h39

Assim como em vida, Michael Jackson ainda é o centro de várias polêmicas. Como se não bastasse o mistério que ronda a sua morte e o futuro incerto de sua fortuna - e suas dívidas -, neste domingo, 28, estouraram mais duas ‘bombas’ envolvendo o nome do popstar: a primeira foi a declaração da ex-mulher do cantor, a enfermeira Debbie Rowe, a um tabloide inglês dizendo que Prince Michael Jr., de 12 anos, e Paris, de 11, não são filhos de Michael. A segunda foi a entrevista da ex-babá das crianças, Grace Rwaramba, a outro jornal, revelando o vício do cantor em remédios.

 

Na chocante revelação ao periódico inglês News Of The World, Debbie confirmou que fez inseminação artificial para ter as duas crianças e garantiu que o sêmen não era de Michael, mas de um doador anônimo. “Michael estava divorciado (de Lisa Marie Presley, filha de Elvis), sozinho e queria crianças. Eu fui a única que disse a ele: ‘Eu vou ter os seus bebês.’ Ofereci a minha barriga, era um presente. Foi uma coisa que eu fiz para mantê-lo feliz.”

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A enfermeira trabalhava em uma clínica dermatológica da qual Michael era cliente e se casou com o astro em 1996. O casamento, que durou três anos, não passava de mera fachada, entrega Debbie. “Nós nunca tivemos relação sexual. Ele só queria as crianças. E queria que parecêssemos uma família.”

A ex-mulher de Michael contou ao jornal que foi levada a uma clínica pelo popstar e inseminada “como um animal”. “Foi muito técnico.” Debbie teve o primeiro filho normalmente, mas o parto de Paris, fruto de outra inseminação artificial, foi extremamente complicado e deixou a enfermeira estéril. Por causa disso, a mulher teria sido descartada por Michael. “Ele me pagou para ter os bebês. Quando eu não podia mais ter outro, fui embora. E sei que nunca mais verei meus filhos.”

Debbie teria recebido o equivalente a cerca de R$ 13 milhões, além de uma casa em Beverly Hills, para desistir da custódia das crianças. Hoje, aos 50 anos, ela vive em um rancho, cercada por 11 cachorros e mais de 30 cavalos. Depois da morte de Michael, não pretende lutar pela guarda dos filhos, segundo o jornal. “Eu nunca fui boa mãe.”

'Anormalidade'

A revelação de Debbie deve tornar ainda mais tensa a disputa pelos bens do cantor entre sua família. Mas, por hora, ninguém fala no assunto. Ontem, o pai de Michael, Joe Jackson, falou pela primeira vez à imprensa, na sua residência em Encino (Califórnia), e focou a causa da morte do filho. Ele não acredita que o enfarte do popstar tenha sido causado por estresse - motivado por excesso de trabalho. Michael estava ensaiando para 50 shows em Londres e se submetia a rotinas de ensaios diários de até quatro horas.

Segundo Jackson, que falou ao programa Geraldo at Large, da Fox, a família vê anormalidades na situação da morte. Os parentes pediram uma autópsia independente do corpo, finalizada anteontem, já que o exame do IML de Los Angeles não foi conclusivo e o resultado toxicológico deve sair em até seis semanas. O exame pode ter custado US$ 20 mil e o resultado sairá mais rápido do que o oficial por não ter de seguir procedimentos policiais.

As dúvidas cercam o médico particular de Michael, o cardiologista Conrad Murray, que estava com ele na hora da morte. Segundo o reverendo Jesse Jackson, amigo da família, os parentes querem saber se houve abuso de medicamentos e se o médico estaria envolvido.

Em depoimento à polícia de Los Angeles, Murray negou que tenha injetado no cantor Demerol, morfina sintética, pouco antes de sua morte, segundo o Los Angeles Times. “É absolutamente falso (o boato). Não houve Demerol nem OxyContin', afirmou ao jornal o advogado de Murray, Edward Chernoff, que acompanhou o depoimento do médico. Em nota, um porta-voz afirmou que “o médico de maneira alguma é suspeito e permanece como testemunha do caso”, fato confirmado pela polícia.

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