Michael Jackson morreu com dívidas de até US$ 400 milhões

Cantor travou batalhas judiciais nas quais foi acusado de abuso de menores que lhe custaram muito dinheiro

Associated Press,

26 de junho de 2009 | 16h46

Michael Jackson morreu endividado. Mesmo após vender cerca de 750 milhões de discos em sua carreira, o que o coloca atrás apenas dos Beatles e do ex-sogro, Elvis Presley, na lista dos artistas mais bem sucedidos da música popular, o 'Rei do Pop' deixa uma dívida de US$ 400 milhões de dólares.

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Jackson aproveitou a fama para alavancar os negócios. Em 1986, a Disney lançou um filme em 3-D sobre ele, dirigido por Francis Ford Coppola e produzido por George Lucas. Em 1985, Jackson comprou os direitos autorais das músicas dos Beatles da ATV Music por US$ 47,5 milhões. O catálogo lhe possibilitou uma fonte estável de renda até 1995 quando ele vendeu metade dos direitos à Sony por US$ 95 milhões.

Nos últimos 16 anos, Jackson se envolveu em batalhas judiciais nas quais foi acusado de abuso de menores de idade que lhe custaram muito dinheiro. No primeiro processo, em 1993, o cantor fez um acordo com a família de um menino de 13 anos.

"Foi o começo de uma caminhada trágica que levou a um declínio financeiro, emocional, espiritual, psicológico e judicial", disse seu relações públicas na época, Michael Levine. Em meio a problemas financeiros cada vez mais frequentes, Jackson deu como garantia a metade que lhe restava dos direitos autorais dos Beatles em 2001 como garantia para um empréstimo junto ao Bank of America de US$ 200 milhões.

 

Em 2002, ele foi processado pela firma de investimentos Union Finance & Investment Corp. por um calote de US$ 12 milhões.Jackson voltou aos tribunais em 2003, acusado de molestar outro garoto de 13 anos. Ele foi absolvido, mas o julgamento revelou a profundidade de seus problemas financeiros. Na época, o cantor gastava entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões a mais do que ele ganhava.

Em março de 2008, o cantor correu o risco de perdeu seu rancho no interior da Califórnia, batizado de Neverland. Ele também não conseguiu pagar a hipoteca da casa na qual sua família vivia.  O cantor tentou organizar diversos leilões nos últimos anos para compensar suas dívidas, mas muitos deles não chegaram a acontecer.

 

O 'Rei do Pop' também foi processado pelo príncipe barenita Abdullah bin Hamad Al Khalifa, que o acusou de ter dado milhões de dólares ao cantor para financiar a produção de um álbum e uma autobiografia. O processo foi encerrado após um acordo, mas os valores não foram divulgados.

 

No ano passado, outro benfeitor milionário impediu que Jackson perdesse seu rancho de Neverland. O bilionário Thomas Barrack, da firma de investimentos imobiliários Colony Capital financiou o cantor e se tornou dono em parceria dos imóveis de Jackson.

 

A última tentativa do astro de sair do vermelho era uma série de 50 shows em Londres, que estava marcada para julho. Jackson não fazia uma turnê desde 1997. No entanto, alguns adiamentos de datas alimentaram rumores que o cantor estava mal de saúde.

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