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Michael Jackson injetou anestésico por causa de estresse, alega médico

Condenado a 4 anos de prisão por homicídio, Conrad Murray nega ter manipulado dose que matou astro

estadão.com.br,

24 Fevereiro 2012 | 14h21

SÃO PAULO - Conrad Murray, condenado por ter causado a morte de Michael Jackson, permanece insistindo em sua inocência. Em uma das versões apresentada pela defesa do médico, Murray alega que o cantor foi responsável pela overdose do anestésico que o matou, pois estaria estressado por causa de problemas financeiros.

 

De acordo com notícia divulgada pelo site especializado em celebridades TMZ, o argumento foi utilizado, entre outros, para tentar provar que Michael Jackson teria injetado o medicamento, não Conrad Murray, como concluiu o julgamento finalizado em novembro do ano passado.

 

Segundo os advogados do médico, o Rei do Pop devia aproximadamente US$ 440 milhões e "estava desesperado" por causa de um contrato que firmara em Londres para sua turnê e com a possibilidade de perder seus bens, além de pressionado a "lutar contra sua insônia, ensaiar e ser o showman que ela era antes". Para a defesa, é injusto que esses motivos não tenham sido levados em consideração durante julgamento.

 

Murray cumpre a pena de 4 anos de prisão a que foi condenado desde a data de expedição da sentença, há cerca de três meses, e apela da decisão que o mantém em confinamento solitário sem possibilidade de fiança, ainda que sendo réu primário e tendo sido penalizado por um crime não intencional.

 

Os advogados também recorrem da pena, a máxima para o crime, e alegam que se ele permanecer preso, pode cumpri-la mesmo antes de o recurso ser julgado. A defesa propõe que o médico seja libertado e passe a usar um rastreador, segundo informações a agência Associated Press.

 

Michael Jackson morreu em 2009 por overdose do anestésico propofol. 

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