Michael Jackson, de volta aos tribunais, processa contadores

Um mês depois de seu retorno ao mundo da música, o pop star Michael Jackson voltou aos tribunais para processar seus contadores, acusando-os de ter sacado enormes quantias em dinheiro de suas contas bancárias, mas não ter pago suas contas. A queixa, apresentada à Corte Superior de Los Angeles na semana passada, afirma que o escritório de contabilidade Bernstein, Fox, Whitman, Goldman & Sloan sacou US$ 2,5 milhões por ano das contas de Jackson, mas não pagou as contas para as quais o dinheiro era destinado. Representantes do escritório, com sede em Los Angeles, não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto. Jackson, de 48 anos, contratou o escritório em 2003 - um ano antes de ser indiciado por abuso sexual contra menores -, afirma a ação. Os contadores, diz o processo, contrataram funcionários e assinaram acordos em nome do cantor mas sem a permissão dele, e não o mantiveram informado sobre sua situação financeira. Impetrado por Michael Jackson e por sua empresa, a MJJ Productions Inc., o processo pede o pagamento por danos não-especificados, além dos registros de todo o dinheiro recebido pelo escritório. A firma de contabilidade é acusada de negligência e de descumprimento de obrigações fiduciárias. Jackson fechou um acordo este ano com seus credores para renegociar mais de US$ 200 milhões em dívidas. O cantor vem se mantendo longe do público desde que foi absolvido no processo por abuso sexual, em junho de 2005. Desde a absolvição, Jackson divide seu tempo entre a Irlanda e Barein, mas saiu da reclusão no mês passado para cantar num show em Londres. A apresentação, uma curta performance do hit We Are The World, foi interrompida por um problema no som, enquanto o cantor tentava com dificuldade alcançar as notas mais altas da música.

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