Julio Maria/Estadão
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'Meu filho me atualiza com Kanye West, pena que ele falando seja tão chato', diz Caetano Veloso

Cantor esteve em São Paulo com Zeca em lançamento do projeto de CD e DVD 'Ofertório'; shows serão dias 25 e 26, no Espaço das Américas

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 21h34

Caetano Veloso chegou com seu filho Zeca para falar sobre o lançamento de seu disco e DVD Ofertório, gravado ao vivo. Ele volta a São Paulo para fazer dois shows, dias 25 e 26 (sexta e sábado), no Espaço das Américas. Ainda há ingressos para as duas noites.

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Uma coletiva de imprensa foi marcada no prédio da empresa Google, na Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. A coletiva, que começou com duas horas de atraso, teve a intermediação da influencer do YouTube, Thaynara OG.

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Caetano e Zeca (no disco e no show estão também Tom e Moreno) começaram afinando seus violões em frente aos jornalistas para tocarem Todo Homem, que Zeca interpreta com seu falsete.

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Thaynara abriu perguntando de quem dói a ideia do encontro. "Surgiu da minha ideia mesmo, da minha cabeça." E explicou o histórico na música de cada filho de forma breve. Caetano falou de emoções que sente ao lado dos filhos e disse ter ficado muito nervoso na estreia da turnê, no Teatro Net, em 2017. Zeca falou que ouviu muito Djavan durante os ensaios com a banda e no processo de construção do show.

Caetano contou que dirigiu os filhos, mas que quase todo o repertório se impôs naturalmente. "Nós queremos apresentar um pouco de luz na vida. E no nosso caso temos muito a festejar." Caetano disse que ficou bem impressionado com James Blake. "Zeca me atualiza com Kanye West, pena que ele falando seja tão chato, e ele fala muita besteira. Eu falo muito também, mas apenas falo", disse sobre o rapper norte americano que já declarou apoio ao presidente Donald Trump.

Sobre o funk Alexandrino, Caetano comentou sobre a resistência ao estilo carioca, apesar da presença definitiva em vários países do mundo. "O funk já vem acontecendo há muito tempo. Eu gosto imensamente do funk, mais do que o Zeca. Mesmo no tropicalismo, Gil gostava de pensar nos Beatles e eu gostava de pensar no Roberto Carlos."

 

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