Metallica faz show animado em Los Angeles

LOS ANGELES (Billboard) - Há poucas coisas que se pode esperar de todo show do Metallica. Uma é ouvir "Enter Sandman". Lars Ulrich aproveita todas as oportunidades que tem para deixar a bateria e instigar a platéia. Quem quer que esteja no comando na pirotecnia tem muitas oportunidades para colocar "fogo" no palco. Tudo isso aconteceu durante duas horas de show em Los Angeles na quarta-feira, a primeira de duas noites na venerável arena do Forum. Mas houve muita coisa nova também. No set list, várias canções do recente "Death Magnetic". O vocalista/guitarrista James Hetfield ressaltou as qualidades viscerais de"Broken, Beat & Scarred" e de "Cyanide", não tão aparentes nas versões em estúdio. Hetfield, o guitarrista Kirk Hammett e o baixista Robert Trujillo ocuparam o enorme palco do Forum com vasta energia, tocando sucessos como "Master of Puppets" e "Harvester of Sorrow" com o vigor de um grupo que as tocava pela primeira vez. A maior pirotecnia veio de Hammett, com solos em "The End of the Line" e "Sad But True" e roubando a cena em um interlúdio solo ao introduzir "Nothing Else Matters". Não fizeram parte do set do Metallica canções dos últimos três discos originais em estúdio "Load" (1996), "Reload" (1997) e "St. Anger" (2003). Naturalmente, as opiniões se dividem quando o assunto é se "Death Magnetic" representa um retorno à boa forma do Metallica, ou mesmo se um retorno é possível ou mesmo necessário. Com base na resposta dos fãs ao show deles ao vivo, o Metallica não tem nada com o que se preocupar. A multidão cantou junto com a banda todas as letras, fazendo coro em "Master of Puppets" e "Creeping Death". Adultos e crianças de todas as etnias cantando em uníssono "Die! Die!"? Esse é o poder do Metallica.

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