Metal, sem choro nem vela

Noel Rosa 100 Anos

Julio Maria,

11 de dezembro de 2010 | 03h17

Sangue dos Rosa nas veias, Bruno é tímido mas leva jeito de que cuidaria bem de seu tio-tataravô. Ele é neto de dona Irami, que é filha de Hélio, que é irmão de Noel. Mesmo vindo assim pelas tabelas, a sucessão noelística só reencontra a música no menino de 19 anos. Pode ser Bruno o primeiro instrumentista profissional entre os Rosa depois do maior Rosa de todos, se tudo der certo. Bruno tem 19 anos, estuda música e também cursa Museologia na faculdade. Toca baixo, já tocou trompete em banda marcial, mas há cinco anos estuda e toca guitarra com amigos da escola Toque de Classe, no Lago Sul, em Brasília.

Não adianta procurar Noel Rosa em Bruno. Se o tio-tataravô era do samba, o garoto é do metal. Aos dois anos de idade pediu aos pais para ouvir as músicas dos Rolling Stones. Gosta de Black Sabbath e Ozzy Osbourne assim como respeita Barão Vermelho e Legião Urbana. E se o tio-tataravô era das letras, o menino é da música. Sem ter criado ainda poema algum, já compôs harmonias para blues, rock e pop. "Eu tento fazer letras, mas ainda não saiu nada", diz. O último grande show em que esteve foi o da banda de metal Heaven and Hell, em Brasília. E de Noel, sabe algo? "Ouço de vez em quando, mas nunca toco por que nunca pediram. Se pedirem, posso até tentar..." Sobre o fato de se lançar na música em definitivo, Bruno segue aquela máxima: é preciso sorte e talento. "Sorte eu ainda não sei, mas talento eu tenho os meus."

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